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	<title>Caducando, lendo e assistindo.</title>
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		<title>Caducando, lendo e assistindo.</title>
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		<title>Ficção científica: um mote para Michio Kaku e outros, tantos</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 22:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comecei a ler dois livros simultaneamente: Physics of the Impossible (Física do Impossível), de Michio Kaku, e Bad Astronomy, de Phil Plait. Fazia tempo que não lia algo relacionado a divulgação científica e estes dois me pareceram bons candidatos. Ambos têm um prefácio em que são colocadas nas alturas as estórias de ficção científica, em&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2012/01/24/ficcao-cientifica-um-mote-para-michio-kaku-e-outros-tantos/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1194&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a ler dois livros simultaneamente: Physics of the Impossible (<a href="http://www.skoob.com.br/livro/edicoes/94139">Física do Impossível</a>), de Michio Kaku, e <a href="http://www.badastronomy.com/book/">Bad Astronomy</a>, de Phil Plait. Fazia tempo que não lia algo relacionado a divulgação científica e estes dois me pareceram bons candidatos.</p>
<p>Ambos têm um prefácio em que são colocadas nas alturas as estórias de ficção científica, em pequenas declarações de sua importância como fonte de inspiração para muitos que, resolveram devotar seus esforços, seu trabalho, ao desenvolvimento da ciência.</p>
<p>A ficção científica é um gênero literário que tem seus primeiros registros nos manuscritos de Kepler (parece; antes a informação que eu tinha era de que as primeiras estórias de ficção científica foram escritas por Cyrano de Bergerac). Pelo volume do que já foi escrito no gênero e mesmo produzido para o cinema e TV, não se pode levar a sério qualquer previsão realizada por autores e produtores em suas obras: muita coisa é bobagem mesmo ou explicação macarrônica pra algo que simplesmente não poderia ser explicado.</p>
<p>Mas isso não quer dizer que nada fica impresso em nossa cultura. São boas oportunidades, pra dizer pouco, pra ficarmos inspirados.</p>
<div id="attachment_1198" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2012/01/hyperspace_falcon.jpg"><img class="size-full wp-image-1198" title="Hiperspaço" src="http://caducando.files.wordpress.com/2012/01/hyperspace_falcon.jpg?w=640&#038;h=274" alt="" width="640" height="274" /></a><p class="wp-caption-text">Como será que viajaremos entre as estrelas?</p></div>
<h3>Temas</h3>
<p>A ficção científica, como tudo mais em nossa  sociedade, é produto <strong>também</strong> de um tempo. Digo isso porque é importante lembrar que o que ontem era tema de ficção científica, hoje já pode ser uma realidade. Sem entrar em detalhes, cito rapidamente <em>Da Terra à Lua</em> e <em>Vinte Mil Léguas Submarinas</em>, de Júlio Verne,  <em>Jornada nas Estrelas – A Nova Geração</em> (pode ser a série original, também) e <em>De Volta Para o Futuro</em>. Estamos cada vez mais próximos de alguma ideia da ficção científica.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://caducando.wordpress.com/2012/01/24/ficcao-cientifica-um-mote-para-michio-kaku-e-outros-tantos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/m5rlTrdF5Cs/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Kaku escolhe colocar as impossibilidades que escolheu em três categorias diferentes, separadas pelo nível de complexidade do impossível &#8211; este, o impossível, também produto de um tempo –: a) impossibilidades de Classe I, que são aquelas que podem ocorrer num futuro próximo e não violam as leis da física de maneira alguma; b) as impossibilidades de Classe II, que estão fora do escopo de nosso conhecimento, nos limites de tudo que pudemos entender ou prever a respeito da natureza, mas não viola lei alguma da física e c) as impossibilidades de Classe III, que violam claramente as leis da física como as conhecemos hoje e que, se um dia vierem a ser verificadas como verdadeiras, mudanças muito profundas em nosso entendimento da natureza estariam em curso.</p>
<p>A escolha de tópicos parece óbvia e, sendo Kaku físico, diria que também corajosa &#8211; afinal, já ouvi falar de planetário no Brasil que não fala sobre a ida do homem à Lua porque &#8220;o assunto é capcioso e o público faz perguntas.&#8221; Kaku discute com desembaraço temas populares, sempre procurando arranhar as possibilidades e teorias científicas relacionadas à idéia ficcional; cheguei a ficar desconfortado, até um pouco perdido, dadas as voltas que ele dá pra encaixar algo que ele considerou digno do seu esforço e do leitor. Nem de longe significa dizer que não há valor em seu trabalho; existe uma superficialidade no tratamento de ideias, dada a abrangência escolhida, mas há de se reconhecer que muita informação bastante atual nos é trazida: os últimos avanços nas fronteiras de nosso conhecimento vêm à baila.</p>
<p>Sem diminuir a qualidade do livro, faria ao menos uma ressalva: o tratamento dispensado à teoria de cordas. Ele a vende como a teoria final, mote que pode nos levar a uma teoria geral, unificando todas as interações da natureza de maneira elegante e concisa sob o mesmo conjunto de regras. O termo que acabo de usar, “vende” até pode parecer fora de lugar, mas é justamente o que Kaku, ele mesmo pesquisador em supercordas e supersimetria, faz: sem qualquer restrição propagandeia a teoria que ele próprio pesquisa, como um vendedor mesmo, quase como se estivesse à procura de apoio financeiro. Ele chega a fazer a crítica possível às <em>superteorias</em>, mas acho que elas descem por água abaixo quando surge o seguinte trecho, no livro:</p>
<p>“Vendo que hoje tantos físicos estão correndo para trabalhar em teoria de cordas, Steve Weinberg escreveu, “Teoria de cordas fornece nossa única fonte de candidatos à uma teoria final – como alguém pode esperar que tantos dos brilhantes jovens teóricos não viriam a trabalhar nela?”</p>
<p>[Physics of the Impossible: A Scientific Exploration Into the World of Phasers, Force Fields, Teleportation, and Time Travel by Michio Kaku, p. 265 - tradução do trecho: minha]</p>
<div id="attachment_1199" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2012/01/doctor-who-john-simm-6188460-1024-768.jpg"><img class="size-full wp-image-1199" title="Simetria" src="http://caducando.files.wordpress.com/2012/01/doctor-who-john-simm-6188460-1024-768.jpg?w=640&#038;h=480" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Provavelmente formas de vida alienígenas também apresentam simetria bilateral.</p></div>
<p>Pra mim, fica uma sensação ambígua de que “se tem tanto cientista, e tanto cientista bom, trabalhando nisso emtão não tem como isso não dar (ser) certo.” Ainda no que diz respeito às <em>supers</em>, outra coisa me incomodou: Kaku cita como essas teorias podem ser comprovadas, mas não como elas podem ser descartadas – e é esse o grande critério para determinar se uma hipótese pode ou não ser considerada científica: a <a href="http://caducando.wordpress.com/2009/02/25/ciencia-uma-definicao-nao-cientifica/">falseabilidade</a> –; claro, isso não significa que a teoria não precisa dar conta dos dados existentes, esse é outro critério, muito necessário. E Kaku apenas fala deste último.</p>
<p>Ato falho, comum à todos que vendem ideias. Ainda assim, um livro muito recomendável, bom exemplar do quanto caminhamos e do quanto ainda temos pela frente.</p>
<p>Querendo saber mais? Saca só os temas:</p>
<p>Impossibilidades de Classe I &#8211; Campos de força, invisibilidade, phasers e Estrelas da Morte, teletransporte, telepatia, psicocinese, robôs, extraterrestres e OVNIs, naves estelares, antimatéria e antiuniversos.</p>
<p>Impossibilidades de Classe II &#8211; mais rápido que a luz, viagem no tempo, universos paralelos.</p>
<p>Impossibilidades de Classe III - máquinas de movimento perpétuo, precognição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1194/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1194&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Velharia da ficção científica</media:title>
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			<media:title type="html">McFly</media:title>
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			<media:title type="html">Simetria</media:title>
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		<title>Dragonlance &#8211; Dragões do Crepúsculo do Outono: já tinho lido antes?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 13:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei, no último dia do ano passado, de ler Dragons of Autumn Twilight (publicado no Brasil pela editora Devir como Dragões do Crepúsculo do Outono), escrito por Margaret Weis e Tracy Hickman; foi indicação do Miranda, pra uma próxima campanha de Role Playing Game (RPG), que temos planejada pra esse ano, no mundo de Dragonlance.&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2012/01/03/dragonlance-dragoes-do-crepusculo-do-outono-ja-tinho-lido-antes/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1168&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei, no último dia do ano passado, de ler Dragons of Autumn Twilight (publicado no Brasil pela editora Devir como Dragões do Crepúsculo do Outono), escrito por Margaret Weis e Tracy Hickman; foi indicação do Miranda, pra uma próxima campanha de <em>Role Playing Game</em> (RPG), que temos planejada pra esse ano, no mundo de <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dlacc/869900000">Dragonlance</a>.</p>
<p><a href="http://www.goodreads.com/book/show/9945964-dragonlance"><img class="aligncenter" title="capa de Dragões do Crepúsculo do Outono" src="http://photo.goodreads.com/books/1292654450l/9945964.jpg" alt="" width="290" height="475" /></a></p>
<p>Parei, então, pra ler o livro: precisava de alguma inspiração pra criar personagem e, mais ainda, queria entender a mitologia de Dragonlance. Curiosidade pura.</p>
<p>Comecei a ler já sentindo o gosto de literatura barata. Nada contra, ler <em>pocket</em> após <em>pocket</em> de <em>Star Trek</em>, <em>Star Wars</em> e crônicas vampirescas me levaram, eventualmente, a leituras com mais substâncias. O gosto me levou a pensar em disposição, mas falo sobre isso lá pelo final do <em>pousté</em>. Antes, o comercial.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a title="pockets by lzoril, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/lzoril/6615347251/"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7141/6615347251_6c381faee4.jpg" alt="pockets" width="500" height="124" /></a><p class="wp-caption-text">Pockets e afins - algumas coisas na minha estante</p></div>
<p>Comercial, mesmo, porque o livro de Weis e Hickman é exatamente isso, sem tirar nem pôr. Não é um problema, não tem motivo pra nos enganarmos achando que grandes autores não publicam por dinheiro. Enveredemos por isso não. Por outro lado, não percorrer tais picadas impossibilitaria este texto inteiro, então vamos ao menos passar pelo x da <em>quextão</em>: quão diferente é este Dragões do Crepúsculo do Outono de O Senhor dos Anéis?</p>
<p>Há similaridades demais (pelo menos pra mim). Vejamos:</p>
<p>1)   há uma caravana de heróis atravessando um mundo onde está prestes a eclodir uma guerra (Krynn x Terra Média);</p>
<p>2)   o líder da companhia é meio-elfo (Tanis x Aragorn);</p>
<p>3)   o anão que acompanha o grupo é rabugento (Flint x Gimli);</p>
<p>4)   ele também adora reconhecer e exaltar o trabalho de construção e lapidação feito por anões;</p>
<p>5)   o grupo atravessa uma floresta da qual ninguém vivo sai há muito tempo (Darken Wood x Lothlórien);</p>
<p>6)   os aventureiros viajam para uma cidade importante dos elfos (Qualinost x Rivendell);</p>
<p>7)   os elfos estão abandonando o mundo dos homens;</p>
<p>8)   Tanis, o meio-elfo, já teve um caso com a filha do líder dos elfos de Qualinost (Laurana x Arwen);</p>
<p>9)   Laurana, ainda apaixonada por Tanis, segue o grupo, deixando o grupo de elfos que está fugindo. Nesse momento, ela vira uma mistura de Arwen com Éowyn;</p>
<p>10)   Em reviravolta nada esperada (ironia pura) um dos vilões acaba ajudando a resolver um dos maiores problemas que os heróis enfrentaram.</p>
<p>É certo que O Senhor dos Anéis é daquelas obras que fazem parte do mundo pop, sem muito daquela aura que se pretende dar a livros de autores como Paulo Coelho. Os fãs gostam, se dizem e agem como fãs e boa. Não vejo ninguém defendendo as enormes qualidades literárias da obra de Tolkien; quando muito, defendem a imaginação e o universo por ele criado [Acho que devo ser mais justo e dizer que não me parece que considerem Paulo Coelho um grande escritor, como um grande técnico ou invento; consideram-no, antes, um contador de belas estórias e bela filosofia - e, não posso deixar de acrescentar, discordo destas duas afirmações]. Mais certo ainda é que os mundos de fantasia medieval dos jogadores de Role Playing Games (RPG) e derivados têm a obra de Tolkien como base. As raças presentes em O Senhor dos Anéis aparecem também em Dungeons and Dragons (D&amp;D), Dragonlance e outros universos, com pequenas modificações entre um e outro &#8211; é algo que se pode dizer sem muito pensar -. Natural, então, que as estórias apresentem similaridades.</p>
<p>Será que é tão natural assim? Ia lendo e me incomodando, com a sensação de ter em mãos algo que já lera. O universo de fantasia medieval não precisa ser pobre; quero dizer, claro, há os esterótipos de personagem, mas hey, nem só de estereótipos vive a literatura.</p>
<p>Sequer espero que este seja uma ode à originalidade, não é isso que buscava ao escrever esse. Sei perfeitamente bem que existe um cânone, arquétipos, etc. etc. (os etc. não nomeio), mas realmente acabei esperando por mais. Quero dizer, o próprio Tolkien criou exceções ao que parece ter se tornado regra; basta lembrar que Gollum era um hobbit e Fëanor se deixou levar pelas mentiras de Melkor, o que nos leva a crer que o lendário elfo não era nada sábio ou justo, diferente de como se costuma caracterizar os elfos em D&amp;D.</p>
<p>Enfim, estou bancando o chato, aqui. Sem crise, eu também nunca consegui ler Harry Potter e já publiquei uma opinião sobre a série Crepúsculo (que não li) <a href="http://caducando.wordpress.com/2010/06/04/crepusculo-ainda-nao-li-me-convence/">aqui</a>. Tracei um limite, um tanto elitista, muito sem noção, quanto ao que ler ou não ler. <em>C’est la vie</em>.</p>
<p>Encaro como um livro pra fãs do gênero. Em tempo: resenhas no <a href="http://www.skoob.com.br/livro/resenhas/756/recentes/page:1" target="_blank">skoob</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1168/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1168&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">McFly</media:title>
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			<media:title type="html">capa de Dragões do Crepúsculo do Outono</media:title>
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			<media:title type="html">pockets</media:title>
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		<title>Nook Touch &#8211; opinião sobre uma plataforma de leitura eletrônica</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 03:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caiu nas minhas mãos, não de pára-quedas ou como balão, mas caiu: passei alguns dias lendo livros em uma plataforma de leitura eletrônica Nook Touch. (Antes de continuar, uma nota sobre o termo que escolhi: livro eletrônico ou e-reader, apesar de serem as formas mais utilizadas para designar este tipo de aparelho, não me parecem&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/11/30/1145/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1145&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caiu nas minhas mãos, não de pára-quedas ou como balão, mas caiu: passei alguns dias lendo livros em uma plataforma de leitura eletrônica <a href="http://www.barnesandnoble.com/nook/features/index.asp">Nook Touch</a>. (Antes de continuar, uma nota sobre o termo que escolhi: <strong>livro eletrônico </strong>ou e-reader, apesar de serem as formas mais utilizadas para designar este tipo de aparelho, não me parecem a melhor maneira de nomear este tipo de dispositivo eletrônico. Afinal, o livro tal como o vínhamos conhecendo é ambos <strong>plataforma e conteúdo</strong>. Eco e Carrière já falavam, em <em>_não contem com o fim do livro </em>– resenhei para o <a href="http://www.amalgama.blog.br/06/2010/fim-do-livro/">Amálgama</a>, há algum tempo –, que paredes cheias de hieróglifos podem ser consideradas como livros; esta é a primeira vez na história em que o conteúdo literário está tão descolado da plataforma para a qual foi pensado)</p>
<h4>Em algum lugar do passado (ou só uma perspectiva)</h4>
<p>Já podíamos ler livros em computadores há dez anos; catando coisas aqui e ali, pela internet, com alguma paciência (e conhecimento da língua inglesa) era possível encontrar aquele livro pra baixar ou, ainda com mais paciência, podíamos <em>scannear </em>pra ter o conteúdo digitalizado, sem ônus de carregar volumes pesados pra lá e pra cá &#8212; e assim vivi minha pôs-graduação, como tantos amigos e colegas: à base de cópias Xerox, tomos reais e muitos arquivos <a href="http://www.adobe.com/br/products/acrobat/adobepdf.html">pdf</a> e <a href="http://djvu.org/">DjVu</a> (você pode conferir livros gratuitos nesses formatos neste <a href="http://www.global-language.com/djvueds/">link</a>)&#8211;. Há, hoje, três tipos de plataforma de leitura eletrônica no mercado: (a) os tablets, que são multimeios o que significa dizer que são, de maneira sucinta, telas de alta definição com múltiplas funções, (b) os telefones celulares, que fazem cada vez mais coisas, e (c) os dispositivos conhecidos por <em>e-readers</em>, que têm sua tecnologia desenvolvida em torno do papel eletrônico, a. k. a. <em>e-paper</em>.</p>
<p>A diferença de tecnologia nas telas influi muito na qualidade da leitura, porque as telas de telefones e tablets normalmente cansam mais a vista (dizem por aí que as tecnologias mais recentes já não apresentam este problema); como os computadores ou nossas TVs, as telas de tablets e telefones celulares emitem luz e  o uso prolongado é similar àquele passado olhando por muito tempo para uma tela de computador. Os dispositivos com tecnologia baseada em papel e tinta eletrônicos, por sua vez, refletem luz – como a página de um livro  ou qualquer coisa que só conseguimos ver quando há suficiente luz ambiente –. Tablets, telefones e plataformas de leitura eletrônica, cada um haverá de ser bom em suas condições propícias (eu arriscaria indicar, em termos de conforto para os olhos: tablets e celulares para ambientes de baixa luminosidade, plataformas de leitura eletrônica em ambientes de alta luminosidade &#8211; como uma boa e velha leitura sob o céu diurno -), e não é simples a tarefa de avaliar quem haverá de causar estragos à seus olhos (andaram falando sobre isso <a href="http://bits.blogs.nytimes.com/2010/02/12/do-e-readers-cause-eye-strain/">aqui</a>).</p>
<h4>Ainda sobre tela e bateria</h4>
<p>A tela do Nook Touch é sensível a toques, mas não é capacitiva. A sensibilidade da tela é suficiente (e só). Ela é usada para navegação entre menus e como teclado. As mudanças de páginas também podem ser realizadas pela tela: toque perto da margem esquerda e toque perto da direita levam o leitor ao trecho anterior e posterior ao que estavam, respectivamente.</p>
<p>O consumo de bateria não é gigantesco, dá pra ler por (pelo menos e aproximadamente, não fiz um teste cronometrado com estes fins, lia conforme andava pela cidade) quatro horas diárias durante duas semanas. Com uma tela sensível ao toque, seria de se esperar que a bateria durasse pouco, mas como o papel eletrônico apenas reflete a luz ambiente, a bateria não é consumida durante o ato de leitura propriamente dito, mas quando há mudanças de página. O grande consumidor de baterias do Nook Touch, entretanto, me pareceu ser o wi-fi do dispositivo, usado para acessar a Barnes &amp; Noble virtual.</p>
<h4>Abrindo a caixa</h4>
<p>Não vi a caixa do aparelhinho, sequer sei como veio embalado e, sinceramente, não é de grande importância – porque abrir a caixa pela primeira vez, ora, só se faz uma vez, mas usar o aparelho&#8230; –. Ou, talvez, seja: deve haver viciados em abrir embalagens, assim como há aqueles que são apaixonados por cheirar livros.</p>
<p>O Nook era uma plataforma de leitura eletrônica disponibilizada no mercado pela livraria norte-americana <a href="http://www.barnesandnoble.com/">Barnes &amp; Noble</a>, uma das maiores concorrentes da gigante virtual Amazon; como tal, ele compete com o Kindle pela mesma fatia de mercado. Ou quase. Voltaremos a isso, depois das impressões causadas pelo aparelho.</p>
<p>Acompanham o aparelho um cabo USB-microUSB e um adaptador de energia que pode ser ligado ao cabo já comentado. Apesar do carregador, é perfeitamente possível recarregar a bateria apenas conectando o Nook Touch ao computador.</p>
<p><strong>Como se parece</strong></p>
<p>O Nook Touch é mais ou menos do tamanho de um livro em formato pocket. Não tem teclado e conta, ao todo, com  seis botões: cinco na frente e um atrás. Quatro dos botões da frente estão posicionados nas margens laterais da tela (na moldura) e têm por função acionar a mudança de páginas; destes, os dois botões que ficam na parte superior permitem que sejam avançadas páginas e os dois de baixo, o movimento oposto. Isso significa que, diferente de um livro, sem muito esforço dá pra segurar o Nook Touch com qualquer das mãos, direita ou esquerda, e adiantar ou voltar páginas à vontade. Com uma única mão. Perfeito pra quem não vê problemas em ler em pé dentro de um ônibus. Acessando o menu de configurações é possível inverter essa ordem.</p>
<div id="attachment_1108" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/img_0886.jpg"><img class="size-full wp-image-1108" title="Nookcomparison" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/img_0886.jpg?w=640&#038;h=478" alt="" width="640" height="478" /></a><p class="wp-caption-text">Nook Touch entre livros</p></div>
<p>O outro botão que fica na frente do aparelho permite o acesso à barra deslizante de destravamento e, uma vez que o Nook Touch esteja destravado, o botão acesso à tela principal, biblioteca, loja, campo de pesquisa dentro de um livro e menu de configurações.</p>
<p>O botão na parte traseira pode ser usado para travar e destravar a tela, colocando-o em descanso  e, além disso, pode ligar e desligar o aparelho.</p>
<p>Diferente das primeiras versões do Kindle, o Nook Touch não tem teclado físico; existe um teclado virtual acessível pela da tela sensível a toque, que não é capacitiva.</p>
<p>Existe uma entrada USB, pra que arquivos sejam transmitidos ao aparelho diretamente de um computador. Pra esse fim, o Nook Touch funciona basicamente como uma chave USB: é só espetar e transferir os arquivos pra pasta certa. Também existe uma entrada de cartão SD, muito bem vinda para colaborar com os 236Mb de memória interna.</p>
<div id="attachment_1151" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/img_0888.jpg"><img class=" wp-image-1151 " title="IMG_0888" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/img_0888.jpg?w=384&#038;h=287" alt="" width="384" height="287" /></a><p class="wp-caption-text">Perfil do Nook Touch entre livros</p></div>
<h4>Por experiência própria</h4>
<p>Tive a oportunidade de ler livros eletrônicos na plataforma Nook e em um iPhone. Antes que digam que o celular multimídia da Apple é por demais pequeno para tal tarefa, digo apenas que o tamanho das fontes pode ser alterado (como no Nook), que é das primeiras coisas que se nota nos arquivos de livro eletrônico. Claro, há distinções importantes entre livros no formato <a href="http://www.simplissimo.com.br/o-formato-epub-por-onde-comecar/">ePub</a>  e aqueles no formato pdf, sendo que a mais marcante é que os livros em formato pdf parecem – digo parecem porque não sei se é regra geral – ser tratados tanto por iPhones quanto por Nooks como se fossem arquivos de imagem; isso significa que enquanto nos arquivos ePub o tamanho das fontes é alterado, nos arquivos pdf é possível dar zoom pra aumentar ou diminuir o que está na tela; ou seja, o conteúdo dos arquivos em formato ePub se adaptam ao tamanho da fonte escolhida e da tela de leitura, e os arquivos em formato pdf recebem tratamentos diferentes: no Nook algumas páginas se alteram, outras não; no iPhone, a mudança sempre aconteceu como se o livro fosse um arquivo de imagem, no que diz respeito a ampliação e tamanho das fontes. Além disso, algumas páginas de arquivos pdf contém imagens e estas podem não se adaptar ao Nook Touch.</p>
<p>Em outras palavras: é plenamente possível ler um arquivo pdf no Nook ou no iPhone e a experiência nem de longe é muito mais desagradável que fazer o mesmo no computador. A mobilidade mais que compensa a leitura em telas menores, mas já defendo: a leitura de arquivos pdf no Nook flui de maneira mais agradável que no iPhone.</p>
<p>Os arquivos no formato ePub, por outro lado são uma experiência à parte. Isso porque não aparecem como arquivos de imagem, quando bem preparados. Mas o que “bem preparados” significa?</p>
<h4>Índices e Notas &#8211; você é um pesquisador?</h4>
<p>Entre arquivos pdf e ePub que acessei, percebi que há arquivos ePub com e sem índice – parece bobagem, mas não é –, enquanto todos os arquivos pdf não os tinham (ao menos não índices eletrônicos); pois é, não estou falando de um índice como aquele encontrado em livros, uma página inicial que contenha indicações de páginas para tópicos ou capítulos específicos, não, estou falando em índices como aqueles usados em linguagem html, como um hiperlink: lá no começo do livro, do arquivo, mas com a condição de que clicando sobre um capítulo específico você é levado diretamente a ele. Em outras palavras, o arquivo ePub que chamo de bem preparado, como citado anteriormente, é esse arquivo que contém índices eletrônicos funcionando como guias.</p>
<p>Trabalhando de maneira similar aos índices, estão as anotações. Num arquivo ePub lido no Nook Touch é possível fazer uma seleção de texto através da tela sensível a toques e até mesmo uma anotação sobre um texto selecionado, pelo teclado virtual. É aí que a ideia de índice se mostra importante: marcadores em páginas, textos destacados e anotações aparecem em índices próprios e podem ser acessados durante a leitura de um dado livro. A pena é que se um pedaço grande de texto for destacado, este trecho não aparecerá inteiro no índice de marcações; achei isso um tanto frustrante, porque me vi precisando encontrar soluções para achar marcações com temas específicos – no Nook Touch mostrou-se mais lógico destacar ou comentar palavras chaves a selecionar trechos inteiros, de modo a facilitar buscas. Essas buscas, aliás, são outra frustração: é possível encontrar palavras usando a ferramenta de busca tanto em arquivos pdf (nem sempre) quanto ePub, mas essa ferramenta não acessa as anotações feitas pelo usuário, ou seja, não dá pra fazer uma busca por algum termo ou trecho que tenha sido escrito/preparado pelo usuário. Se sua intenção é ter uma ferramenta que o ajude academicamente, bem, diria que ele cumpre apenas metade do serviço, porque é mais fácil depender de papel e caneta, que te permitam folhear seu próprio texto a encontrar algo no Nook Touch (a menos que sua anotação seja pequenina, seguindo o modelo das palavras chave citei ainda neste parágrafo). É ainda importante dizer que, no estado atual do sistema operacional do aparelhinho, não é possível sincronizar anotações com qualquer outro dispositivo, como seu computador.</p>
<p>(no quesito marcadores de páginas, o software Preview, que acompanha o OS Lion nos computadores da Apple – deve ser lembrado, justamente porque todas as páginas marcadas aparecem em um mesmo índice, comum)</p>
<h4>Distribuição</h4>
<p>Um ponto a pesar contra a aquisição de um Nook reside no fato de que ele compete com o Amazon Kindle apenas pela mesma fatia de mercado norte-americano. Enquanto o Kindle pode ser adquirido em países como o Brasil, a distribuição do Nook se dá apenas na América do Norte. Ou seja, importar um Nook requer amizades em trânsito ou o gasto de uma quantia de dinheiro que, se não é exorbitante, é certamente um gasto (em câmbio e imposto) excessivo.</p>
<p>O fator distribuição é importante ainda por outro motivo: sem endereço fixo nos Estados Unidos registrado junto à Barnes &amp; Noble, não é possível adquirir conteúdo algum da B&amp;N pela internet. História diferente acontece com a Amazon, que exporta Kindles pela internet e também vende conteúdo para ele, sem as mesmas restrições de fronteiras. Os Kindles, entretanto, são chatos no que diz respeito à formatação de livros: a única plataforma móvel que lê os arquivos preparados pra dispositivos da Amazon é o próprio leitor da Amazon; note que falei em plataforma móvel: existe um software da Amazon para leitura e sincronia de leitura. Provavelmente com isso em mente, a Livraria Cultura preferiu adotar outro padrão, o DRM da Adobe, que possibilita a leitura dos livros em plataformas de marcas diferentes, entre elas o Nook Touch (era assim até há pouco, ao menos &#8211; será que mudaram de idéia? O Nook Touch não aparece mais listado como plataforma compatível -). É possível instalar o software de leitura da Barnes &amp; Noble em seu computador pessoal e, de novo com restrição a endereços (pra baixar softwares na appstore) no iPad/iPhone, para leitura de livros adquiridos para o Nook Touch. Com DRM da Adobe, o usuário tem uma identificação e, usando-a, é possível ler seus livros na plataforma de leitura eletrônica de sua vontade. O Kindle <a href="http://www.amazon.com/gp/feature.html/ref=kcp_pc_mkt_lnd?docId=1000426311">também tem algo parecido</a>, mas no que diz respeito a plataformas portáteis, ele é ditatorial: só dá pra ler no Amazon Kindle.</p>
<p>Na expectativa de que num futuro próximo nosso mercado venha a produzir conteúdo digno (tanto em qualidade quanto em variedade) para leitura nessas plataformas portáteis, o Nook me parece mais atraente. Mas só por isso.</p>
<p>Eu estava certo, mas estava errado. Mesmo sendo possível ler o conteúdo do Nook Touch em plataformas diferentes, não existe qualquer possibilidade (ainda, o usuário sempre ficará com o <strong>ainda</strong> na garganta) de sincronizar os conteúdos: notas, marcadores e a página de leitura, nada disso passa de uma plataforma para outra porque o software da Barnes &amp; Noble não dá esse tipo de suporte. Por outro lado, em termos de sincronia de conteúdo, o software Kindle desenvolvido para PC parece ótimo.</p>
<h4>Novas Versões</h4>
<p>Entre outubro e novembro passados, foram lançados novos modelos de Nook e Kindle que estão mais para tablets que para plataformas de leitura. São plataformas multimídia e consomem um bocado de bateria. Têm o nome da marca, mas são dispositivos muito diferentes do Touch aqui citado, já que são plataformas multimídia. Deve ter resenhas dos aparelhos por aí.</p>
<p>Por conta do surgimento destes novos aparelhos, o preço do Nook Touch acaba de cair e está, neste momento, abaixo de 100 dólares. Ainda há pouco foi liberada uma nova versão do firmware (descobri <a href="http://www.filterjoe.com/2011/11/08/nook-simpletouch-firmware-update-1-10/">aqui</a>) que, claro, não resolve os problemas de sincronização levantados neste post, mas eliminou o navegador de internet que, sinceramente, acho dispensável nesse tipo de dispositivo. A ausência de qualquer outro elemento que não seja característico de uma plataforma de leitura eletrônica pode nos dar alguma vantagem tributária, como aquela aplicada à compra de livros no exterior, na hora de importarmos esse tipo de traquitana.</p>
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		<title>De revoltibus uspianus&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 18:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maduc le Noir</dc:creator>
				<category><![CDATA[anotações]]></category>
		<category><![CDATA[caduquice]]></category>
		<category><![CDATA[rascunhar]]></category>

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		<description><![CDATA[A Reitoria esta livre! Viva a Reitoria Livre! Os tanques americanos desfilam pelas ruas do campus da USP-Capital saudados por uma multidão delirante agitando freneticamente bandeirinhas do estado de São Paulo e da Polícia Militar. Aclamado por dez milhões de vozes, o reitor sobe em um palanque improvisado e declama as palavras longamente ensaiadas na&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/11/23/de-revoltibus-uspianus/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1132&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Reitoria esta livre! Viva a Reitoria Livre! Os tanques americanos desfilam pelas ruas do campus da USP-Capital saudados por uma multidão delirante agitando freneticamente bandeirinhas do estado de São Paulo e da Polícia Militar. Aclamado por dez milhões de vozes, o reitor sobe em um palanque improvisado e declama as palavras longamente ensaiadas na sua cabeça, palavras que entrarão nos anais da Historia do estado de São Paulo como a quintessência de tudo o que ele representa: “USP ultrajada, USP quebrada, USP martirizada, mas USP liberada!”.</p>
<div id="attachment_1133" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/libparis.jpg"><img class="size-medium wp-image-1133 " title="libparis" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/libparis.jpg?w=300&#038;h=234" alt="Paris liberada em 45...." width="300" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">Os parisienses acolhem com grande euforia as forças aliadas.</p></div>
<p>O ridículo evidente do quadro acima me fez ficar sem jeito; onde já se viu usar a liberação de Paris na Segunda Guerra Mundial como paralelo a uma reapropriação de bens da reitoria? Pois é&#8230; mas esse ultraje se torna menos risível quando pensamos nas imagens de estudantes encapuzados como traficantes das melhores e mais bem armadas favelas – brandindo pedaços de pau ao invés de armas militares, certo&#8230; – que nos foram mostradas em todas as mídias nesses últimos dias.</p>
<p>Depois da Intifada, a Emaconhada no campus! Se o DCE pode transformar um protesto pueril em um grande debate digno de mobilizar a maior e mais prestigiosa universidade da América Latina, por que não poderia eu comparar a liberação do prédio da reitoria com a de Paris em 1945?</p>
<p>Os conflitos e tensões na USP já foram muito documentados, muito falados&#8230; mas foi observando todo esse rebuliço que vim a me fazer uma pergunta: qual a diferença entre uma transgressão e uma atitude revolucionária? Por que em nosso país uma mentalidade abertamente de esquerda tem o mesmo discurso que a direita assumida? (A saber: exilar/despojar a facção oposta, de preferência através de uma luta armada ou de ações extremas praticadas por outros que os que bradam as idéias.)</p>
<p>Para tentar responder a essas perguntas, parti da fagulha inicial, a maconha. Todavia, antes de entrar no tema vou contar uma outra história tirada de meu universo paralelo. Afinal, quem já tomou a liberdade de zoar a liberação de Paris pode muito bem se permitir mais uma sacanagem, pois onde come um comem cinco. Falemos então do Império Romano.</p>
<p>Quem já viu estátuas da Antiguidade percebeu um detalhe que marca quase a totalidade delas: a cara destroçada. Pois é; isso faz parte de um processo velho como a humanidade que tem por nome <em>deletio memoriae</em> (destruição da memória). Assim, depois de conquistado um povo, as rebeliões e insurgências eram punidas com a destruição do patrimônio cultural e identificador do povo para que esse, desprovido de tudo o que o liga a seus ancestrais e às lembranças de glórias passadas, parasse de encher o saco, se sujeitando definitivamente à <em>Pax Romana</em>. A destruição do templo de Salomão é um excelente exemplo, bem como nivelar Cartago e salgar seu solo&#8230; pois é, os caras não brincavam em serviço.</p>
<p>Agora, imaginem um exército romano que, ao invés de estripar as forças de outros povos, tentasse se impor marretando narizes e mutilando braços de mármore. Imaginaram?  Pois é, devemos admitir que um império dificilmente se mantém desse jeito. Esse comportamento, a que hoje em dia chamamos de iconoclasta, precisa de uma sustentação mais forte para ser legítimo e eficaz sob pena de não ser visto de outra maneira que vandalismo puro e simples.</p>
<p>Voltemos agora à maconha, aos campi universitários e à PM. Lembremo-nos também que fumar maconha na nossa sociedade brasileira é crime passível de pena.</p>
<p>Idealmente, um campus universitário é um lugar reservado aos estudos, ao debate de idéias, ao desenvolvimento do conhecimento em seu sentido mais complexo e avançado. Quando praticado, esse desenvolvimento traz seus frutos em novas formas de pensar o mundo, alternativas aos aspectos mais duros da vida de todos os dias que permitem à humanidade se elevar como um todo para um futuro de prosperidade e respeito do outro.</p>
<div id="attachment_1134" class="wp-caption alignright" style="width: 302px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/woodstock.jpg"><img class="size-medium wp-image-1134 " title="woodstock" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/woodstock.jpg?w=292&#038;h=300" alt="" width="292" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Woodstock, 1969. Sexo, muitas drogas e rock&#039;n&#039;roll para lançar uma mensagem nos EUA em plena guerra do Vietnam. Protesto sim, e um protesto surpreendente se o compararmos com a mobilização do pais durante a Segunda Guerra...</p></div>
<p>A realidade de certos períodos históricos facilitou a aproximação entre pratica e teoria, não podemos negar. Vimos isso na França em Maio de 68, nos EUA dos anos 69-70, no Brasil da época do AI 5. Em todos esses casos, novas idéias brotaram em um ambiente de repressão que fez com que o ideal só pudesse se manifestar clandestinamente através da transgressão, ou ainda da iconoclastia que chocava sociedades apáticas cegamente confiantes em instituições corrompidas. Mas e agora?</p>
<p>Tem alguém aí que ainda acredita cegamente em nossas instituições? Levante a mão!</p>
<p>Como ex-uspiano, sei muito bem que a maconha é parte do cotidiano do campus. Quem não fuma aprende a tolerar, quem não suporta junta suas coisas e vai para casa assim que terminam as aulas. Não há como andar na USP sem tropeçar em uma rodinha de baseado ou topar com a figura distante do Maconheiro Solitário, defensor dos frascos de comprimidos (de preferência de tarja preta&#8230;) e não podemos negar que essas atitudes têm hoje muito pouco, senão nada, de protesto ou de elevadas. Fuma-se pela diversão, porque é gostoso, porque o barato é bom. Fuma-se, ao mesmo tempo que a vida se enquadra perfeitamente na moldura que a sociedade nos deu, fuma-se porque o baseado se tornou um dos ícones da vida universitária, bem como a birita e, é claro, o sexo no estacionamento do bolsão. O estudante que lê jornal, defende idéias políticas ultrapassadas e fuma seu baseado persegue uma idéia romântica construída em cima do único fator que ele ignora: a mudança através da renovação, da criação de novos conceitos. Ele é um arquétipo ultrapassado que sonha com os bons tempos das barricadas e do hino da Internacional Socialista sussurrado nos porões. Sua vida é frustrada, pois hoje ele pode expressar suas idéias livremente, sem correr o risco de acabar em um dos porões do DOICOD.</p>
<p>Face a tal desespero de liberdade, quem pode resistir à possibilidade de tomar uma lata de gás lacrimogêneo na cara? Poxa, ao menos é mais emocionante do que passar horas tentando elaborar sugestões de mecanismos para uma sociedade mais igualitária, trancado em uma sala de debates com outros nerds que pensam o mundo com uma esperança séria, baseada em horas e mais horas de leitura e observação.</p>
<p><em>Et Deus fecit</em><em></em> PM&#8230;</p>
<p>Juntemos então a fome com a vontade de comer. Após uma onda de assaltos, assassinatos e estupros ocorridos no campus da USP, chegou-se à conclusão de que a guarda universitária – que provara algumas vezes sua eficiência ao multar casaizinhos por atentado ao pudor – não tinha formação nem equipamento para lidar com problemas mais graves. A fim de preservar alguma segurança nos locais, o estado apelou para a PM. Não se podia esperar nada melhor: o ódio da ditadura militar que ainda corre nas veias de uma geração dos anos 90 marcada pelos açoites de videogames e idealismos reciclados se incendiou como um barril de Napalm ao ter que dividir seu espaço com aqueles que têm como única função exercer a repressão do estado&#8230;</p>
<div id="attachment_1136" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/protesto-usp-papi.jpg"><img class="size-medium wp-image-1136 " title="protesto-usp-papi" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/protesto-usp-papi.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">De um lado, os estudantes filhinhos de papai que se revoltam &quot;porque têm tempo de sobra para fazer isso&quot;...</p></div>
<div id="attachment_1137" class="wp-caption alignright" style="width: 297px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/latuff1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1137" title="latuff" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/latuff1.jpg?w=287&#038;h=300" alt="" width="287" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">.... do outro, os que se opõe a ocupação retratados como cretinos obtusos e ricos (reparem na rolex)... ou seja, até os estereotipos são conflitantes.</p></div>
<p>Mas não estamos agora em um estado democrático?</p>
<p>Mas a PM não estava no campus para evitar estupros, assaltos e assassinatos?</p>
<p>Mas a maconha não é ilegal em território nacional?</p>
<p>Mas que importância tem tudo isso quando a mentalidade parou nos anos 70?</p>
<p>Sejamos realistas: a PM não tem função de mediadora entre estudantes e governantes, tampouco saberia fazê-lo. Ela é uma ferramenta do estado para impor o respeito às leis. O que mais é, uma ferramenta militar na qual não existe o beneficio da dúvida ou a relativização dos delitos. Dispenso aqui a discussão interminável sobre a corrupção e o abuso de poder, pois se é inegável que isso existe, devemos lembrar que essas se limitam a alguns indivíduos, operando em bairros distantes e isolados; não nas regiões mais abastadas da cidade e muito menos em uma área onde estudam 90% dos filhos da elite paulistana.</p>
<p>Só que essa elite desrespeitou a lei, e os milicos aprendem desde cedo a serem casca-grossa. Deu no que deu.</p>
<div id="attachment_1138" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/11301795.jpg"><img class="size-medium wp-image-1138" title="11301795" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/11301795.jpg?w=300&#038;h=197" alt="" width="300" height="197" /></a><p class="wp-caption-text">Exigências de retirada da PM &quot;dos morros e das universidades&quot;. Qual a reflexão por tras desse pedido? Quais são as propostas de outras alternativas?</p></div>
<p>É evidente que a necessidade de uma força de proximidade treinada para lidar com o meio estudantil existe, mas qualquer um que tenha o mínimo de contato com a realidade brasileira sabe que não existem recursos para sanar esse problema de imediato. Na ECO 92 colocou-se o exército nas ruas do Rio; o problema do tráfico já vem de longa data, mas só agora foram implantadas as UPPs, que são apenas uma das várias medidas a serem tomadas para resolver o problema de maneira permanente. Por que, então, as elites que estudam na USP exigem mais verba para a formação de uma polícia universitária ao invés de monitorar esse dinheiro para que seja aplicado de forma efetiva em setores onde a precariedade se faz sentir muito mais? Equipamentos em salas de aula, qualidade dos locais, salário dos funcionários e qualidade dos professores estarão tão bons assim?</p>
<p>Finalmente, tudo isso me faz lastimar o espírito de transgressão. Uma das minhas citações preferidas é a de Benjamin Franklin: <em>“Um povo que abdica da sua liberdade em prol de sua segurança não merece nem um, nem outro”</em>. Poderíamos realmente aplicar isso a esse caso? Acho que não, pois Franklin mencionou essas palavras inspiradas em um contexto de progresso, não de estagnação. Acrescento a isso a cabacice dos que ocasionaram o protesto, pois acho degradante para aqueles que se julgam a “elite intelectual” o fato de terem sido pegos em um campus enorme onde o que não falta é lugar para fazer merda (eu sei, já fiz muitas&#8230;). Lembro-me com saudade de B., que guardava suas pontas no espaço oco preparado em seu marcador fosco; ou ainda de V. que sintetizava LSD em seu laboratório e o vendia no CA sem nunca ninguém ter percebido.</p>
<p>Pensando em tudo isso, cheguei à inevitável conclusão de que falta muita coisa nessa história:</p>
<p>Falta grana e meios para uma guarda universitária treinada e preparada para garantir a segurança no campus, mas isso é consenso geral.</p>
<p>Falta também um jeito novo de pensar a política estudantil.</p>
<p>Falta criatividade para imaginar novos meios de pôr em prática essa política.</p>
<p>Falta legitimidade nas transgressões e a malícia para cometê-las.</p>
<p>Falta, sobretudo, a coragem de se assumir quando a coisa fede.</p>
<p>Quando estávamos na escola e éramos pegos colando, enchendo a cara no pátio ou matando aula, sabíamos que o couro ia comer. Isso não nos impedia de fazê-lo, mas nos obrigava a pensar duas vezes. Com esse debate insosso, nossa elite estudantil manda uma mensagem clara para a sociedade e para seus futuros calouros: que nada importa além das medidas tomadas com relação a um cotidiano mesquinho, movido unicamente pelo prazer. Mais grave, porém, é a idéia que o moleque que for pego fumando no pátio do colégio terá um antecedente para reclamar do bedel.</p>
<p align="left">Tudo culpa dos Teletubbies</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1132/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1132&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Maduc le Noir</media:title>
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		<title>Falácias no discurso do universitário transgressor</title>
		<link>http://caducando.wordpress.com/2011/11/23/falacias-no-discurso-do-universitario-transgressor/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 03:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[caduquice]]></category>
		<category><![CDATA[rascunhar]]></category>
		<category><![CDATA[Amálgama]]></category>
		<category><![CDATA[intelectual de passeata]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>

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		<description><![CDATA[Venho escrevendo há algum tempo e não tenho lá muitos leitores. Os números, claro, podem contar (e muito) exatamente como acontece com a chamada grande mídia. Apesar de conhecer a relação que pode ser criada a partir do número referente à visitação, ainda prefiro o conteúdo à quantidade de leitores e, levando isso em conta,&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/11/23/falacias-no-discurso-do-universitario-transgressor/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1110&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/magritte.jpg"><br />
</a>Venho escrevendo há algum tempo e não tenho lá muitos leitores. Os números, claro, podem contar (e muito) exatamente como acontece com a chamada grande mídia. Apesar de conhecer a relação que pode ser criada a partir do número referente à visitação, ainda prefiro o conteúdo à quantidade de leitores e, levando isso em conta, tracei alguns limites; eles podem não ser claros, mas uma campainha sempre toca quando percebo que eu ou outra pessoa ultrapassou esses limites. É por isso que aqui, neste, estou agora, fazendo a velha ranzinza (mas não a velha histérica).</p>
<p>Li <a href="http://www.amalgama.blog.br/11/2011/ocupacao-da-usp-legitimidade/">esta postagem</a> no coletivo Amálgama e fiquei pasmo com a argumentação; veja bem, não é segredo que nossa polícia atua, por vezes, de maneira truculenta ou corrupta (ou ainda um e outro simultaneamente) – e não dá pra generalizar para a corporação inteira, não –, mas o autor do artigo levanta argumentos contestáveis e não admite opinião contrária de “portas” ou escrita de maneira “<strong>deselgantes</strong>” (isso mesmo, está escrito errado e este será um ponto logo mais). Vamos por partes.</p>
<h4>A adolescência</h4>
<p>Diz o autor que é a época em que descobrimos quem somos e o que queremos e, durante este processo, o adolescente comete muitas besteiras e erros. Diz também que o adolescente não precisa da PM para lhe demonstrar o que chama de caminho correto. Pois é, o adolescente realmente não precisa e este não é o papel da PM. Ela pode – deveria – sim ser capaz de atuar de outra maneira, mas não é papel da PM (e só da PM) educar os adolescentes.</p>
<p>Acho que cabe lembrar que os pais têm função de educar seus filhos e que estes, durante a adolescência, tomam quase como esporte a transgressão das regras de sua própria casa. Isso não quer dizer que não deve haver sanções ou conversas; aliás o entendimento de que há regras e limites surge também no momento em que são pegos e a negociação entre pais e filhos acontece.</p>
<h4>Lugar de contestação</h4>
<p>O campus é um lugar de contestação por natureza, diz o autor.<span style="font-family:Verdana;font-size:small;"> </span>Oposição entre leis e práticas dentro dos muros da universidade, dos limites do campus? É assim que se justifica qualquer transgressão? Pergunto-me o que ele quis dizer por <em>transgressões</em>. Pergunta boba, parece, mas se ele afirma – e ele faz isso nos comentários – que a lei é passível de interpretação; é bom lembrar que, 1) ela é passível de interpretação em qualquer lugar, não só nos campi e 2) que ele não definiu o que é transgressão (já que ele pretende mesmo utilizar esse arcabouço, replico-o). Será que trote violento é uma transgressão cabível? Passeata do orgulho hétero? Passeata do orgulho branco?</p>
<p>Da maneira que o autor fala, parece que toda essa contestação só cabe dentro dos campi. Os campi, antes de serem espaço de transgressão são espaços de estudo e reflexão, sem os quais a transgressão é vazia. É possível refletir e estudar durante a vida inteira. É possível transgredir a vida inteira. Há vida depois da universidade, há vida fora dela.<span style="font-family:Verdana;font-size:small;"> </span>Mas, claro, os <a href="http://pdu-ufpr.com/?page_id=139">intelectuais de passeata</a>, ah, estes gostam de ficar pela universidade; costumeiramente reclamam da qualidade da educação e lutam por qualquer tema que apareça pela frente, mas não se dão ao trabalho de sair da faculdade com menos de 6 anos cursados, segurando cadeiras como se o contribuinte – que os inclui, claro – tivesse a obrigação de mantê-los por lá. Lutam por todas as causas sem, olha só, conhecimento de causa, sem experiência, vivência e &#8211; importante repetir &#8211; reflexão. Esquecem de todos os outros que querem estudar e refletir; esquecem daqueles que, fossem mais bem estruturados, poderiam ajudar a construir uma sociedade melhor. Puro cinismo de quem deseja se considerar gênio. Compram idéias anacrônicas como o filatelista compra selos velhos. De comunistas a consumistas.</p>
<div id="attachment_1126" class="wp-caption aligncenter" style="width: 629px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/protestantes.jpg"><img class="size-full wp-image-1126" title="protestantes" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/protestantes.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Este blog é pró-protestos (feministas, sejam bem-vindas pra protestar contra essa foto)</p></div>
<h4>A legitimidade</h4>
<p>O autor levantou a questão da legitimidade, edificando-a sobre terreno pra lá de condenado. Não há o que discutir quando a questão é a possibilidade de um melhor treinamento para a polícia ou condutas mais humanas, na padronização na prestação de um serviço de qualidade para a população. Falar o quê sobre?</p>
<p>A conversa sobre espaços públicos já deveria ter acontecido há tempos. Há pelo menos dois lugares importantes em São Paulo que eram locais de aglomeração e protesto e acabaram por ser desconfigurados durante o regime militar. Pois é, a praça Roosevelt e a praça da Sé foram desmontadas, despidas de uma utilidade; elas não eram, necessariamente para a aglomeração, mobilização e discussão (assim como a universidade não é, pura e simplesmente, para a transgressão), mas eram utilizadas com tais finalidades. É muito mais fácil, aliás, do ponto de vista da opinião pública, – mesmo sendo mais caro – reprimir encontros pela reorganização e redistribuição urbana que simplesmente mandar a polícia sentar a borracha (que pode ser eficiente, mas tem cara de, bem, polícia sentando borracha em atitude não humana/humanista). No caso da praça da Sé, veja só: a maior estação de metrô da cidade, ligação entre duas linhas de trens, o progresso avançando., piuí. Ótimas desculpas pra diluir algum movimento sem fazer uso de força.</p>
<p>Deseja-se, entretanto, manter essa idéia romântica de que a universidade é um espaço de liberdades. Não é, não pra qualquer coisa. Discutir temas e quebrar paradigmas não se faz necessariamente enquanto violando leis. Liberdade de pensamento e liberdade de ação são campos completamente diferentes. Se a violação na universidade se faz necessária, por que não aproveitar pra fazer experimentos com gás mostarda, experimentos invasivos com animais para fins cosméticos e outras coisas mais, a fim de abrir discussões? Qual o limite? Ele existe? Os alunos que foram encontrados fazendo uso de maconha estavam a protestar contra algo, por algo?</p>
<p>Esse texto nem existiria não sentisse eu que o autor simplesmente despreza as regras do debate, em nome de seu ponto. Fácil, facílimo, apontar o dedo e chamar o estado de facista; antes, durante e depois de não debater, de somente usar de ironia e pequenas picuinhas com os modos alheios (caixa alta, opinião contrária, escolha o modo de sua preferência), mais fácil ainda. É fácil ser cínico. Fácil ser hipócrita.<span style="font-family:Verdana;font-size:small;"> </span>Eis o intelectual perfeito de qualquer regime stalinista. Simples assim.</p>
<p>Ah, e por favor: se for pra reclamar de caixa alta por conta de deselegância, experimente não trocar letras. Os leitores agradecem.</p>
<p>NOTA FINAL sobre a imagem utilizada dentro deste post: este blog sabe que podem protestar contra a escolha. A possibilidade de que feministas protestem contra a escolha de uma imagem gerada por outras feministas me causaria algum espanto, mas não muito. Querendo, tamos aqui.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1110/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1110&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Guerra dos Tronos: ler ou não ler não é a questão</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 02:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
				<category><![CDATA[anotações]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[A Game of Thrones]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive a ler o livro A Game of Thrones. Assistira há pouco ao seriado homônimo, transmitido por aqui via HBO e, saudoso de livros cheios de ação, resolvi arriscar &#8211; o único custo que teria seria meu tempo, que não tenho sobrando, mas… diversão, here we go! -. Primeiro, que as culpas sejam distribuídas: entrei&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/11/03/guerra-dos-tronos-ler-ou-nao-ler-nao-e-a-questao/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1096&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive a ler o livro <em>A Game of Thrones</em>. Assistira há pouco ao <a href="http://www.hbo.com/game-of-thrones/index.html">seriado homônimo</a>, transmitido por aqui via HBO e, saudoso de livros cheios de ação, resolvi arriscar &#8211; o único custo que teria seria meu tempo, que não tenho sobrando, mas… diversão, <em>here we go</em>! -. Primeiro, que as culpas sejam distribuídas: entrei em contato com a série através do amigo Miranda, que tanto insistiu pra que eu a assistisse. Viciante, extremamente bem feita, toneladas de pessoas lendo os livros em ônibus e metrô, toda a propaganda fora feita e eu resolvi não ficar de fora.<a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/cersei.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1097" title="cersei" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/11/cersei.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<h4>Ah, resolvi sim</h4>
<p>A experiência de um <em>page turner</em>, me pareceu: começava a leitura e não queria parar. Lia e lia e lia. Fui assim até algum lugar entre as páginas 200 e 300 (não importa a precisão, sério). Parei. Prestara atenção, comparava livro e a série quase sempre; percebi detalhes que deixara passar ao assistir e outros que simplesmente não apareciam na série por economia de roteiro: 700 páginas tiveram de ser condensadas em aproximadamente 10 horas de vídeo.</p>
<p>Acabei por decidir interromper a leitura e seguir para outro livro. A série foi produzida com enorme fidelidade ao espírito do livro; ler seria uma experiência de extrema redundância e, como (já dissera) o único custo que eu tinha para dar cabo da leitura era meu tempo, deixar o livro de lado pareceu-me  a medida mais apropriada.</p>
<p>(uma resenha bem bacana &#8211; em inglês &#8211; e sem muitos exageros de gosto pode ser encontrada neste <a href="http://www.theurbanpolitico.com/2011/04/book-reviews-game-of-thrones-hit-me.html">link</a>)</p>
<p>Na fila, quando deixei <em>Guerra dos Tronos</em> de lado, estavam <em>Moonwalking with Einstein</em>, <em>História da Beleza</em>, <em>História da Feiúra</em> e, pra não ser mais omisso do que gostaria, <em>Da Cor à Cor Inexistente</em>, de Israel Pedrosa (que venho postergando há dois meses). Ler algo que já vira tão bem representado na TV definitivamente mostrou-se como não prioridade. Aliás, os livro de Josh Foer (<em>Moonwalking with Einstein</em>) e de Richard Feynman (<em>Surely you&#8217;re joking, Mr Feynman</em>!) que li há pouco em breve deverão aparecer em posts por aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1096/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1096/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1096&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fragilidade</title>
		<link>http://caducando.wordpress.com/2011/10/05/fragilidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 20:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A posição do artista é frágil. Precisa viver, comer, viver, viver e comer. Não, não precisa: se ele não vive e come, não produz arte. Produzir. Fazer arte. Produzir é fazer, fazer é produzir. Importa a escala da produção? E se a escala da produção estiver ligada diretamente a uma linha filosófica? Ses. O teatro&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/10/05/fragilidade/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1086&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A posição do artista é frágil. Precisa viver, comer, viver, viver e comer. Não, não precisa: se ele não vive e come, não produz arte. Produzir. Fazer arte. Produzir é fazer, fazer é produzir. Importa a escala da produção? E se a escala da produção estiver ligada diretamente a uma linha filosófica? Ses. O teatro produzido pelas grandes produções e empresas <em>broadwaynescas</em> replicam o modo de produção industrial. Essa crítica já foi levantada por Duchamp, em outra área; os <em>ready-mades</em> ainda hoje são tidos como obras de arte e, claro, justamente porque replicados, replicados e incansavelmente replicados. Fetiche: qualquer coisa feita por Duchamp tem valor maior, afinal&#8230; é uma cópia original.</p>
<p>Vender ou não vender, eis a questão.</p>
<p>A venda é questão de preço, de valor? Uma obra preparada pra cair nos gostos da população tem que valor? Uma obra preparada pra que não caia nos gostos da população, e esta, tem que valor? Não se pode atribuir um valor a qualquer mensagem? No conhecimento? Se ele não pode ser vendido, pode ter um valor intrínseco que admita segurança, exija proteção?</p>
<p>A cena cultural sempre parece vazia, sempre. E sempre pode ser preenchida pelo cânone. Shakespeare é conhecido – e há controvérsias sobre sua existência, ainda –. Picasso e Van Gogh, e Modigliani. Não me lembro de ouvirem falar, em nossa escolinha, de Beckett. Escolhas são feitas e, às vezes (mas não muito às vezes) alguém é deixado de lado, alguém passa fome. Há artistas demais no mundo. Há artistas demais no mundo? Há artistas demais no mundo. Não há muito sendo dito.</p>
<p>Escolhas são feitas. Mensagem número 1. Mensagem número 2. Mensagem número 3. Faça seu pedido, escolha pelo número. Escolhas são feitas e a mensagem, ela, sempre ela, ela sempre precisa ser vendida. Outro modo de produção. Pesquisa de mercado, formação de novos consumidores, perversão de velhos consumidores.</p>
<p>Sedução.</p>
<p>A idéia precisa ser vendida ou, do contrário, não há arte. A arte. Independente do suporte, ela sempre é alguma idéia, é o mínimo denominador entre todos os artistas que já existiram. Idéia, suporte, arte. A inexistência de idéia é uma idéia. A inexistência de suporte, também. Idéias.</p>
<p>Arte livre é uma falácia. Se o artista não vende sua arte, ele morre. Ele não vira cânone, ele não influencia. Comer, comer vem depois, ou Van Gogh se importava com isso? Modigliani? Nietzsche? Opa, Nietzsche era artista? Kafka foi pobre? Se o artista não vende sua arte, ela se perde na história. Mas, espera, a história é feita todos os dias, então nada disso deveria importar. Ainda assim, o artista precisa viver. Todos os dias. Como e o que vender, em arte.</p>
<p>Fizemos escolhas, voltamos ao cânone. “A boa arte é&#8230;” Épico, épico é excelente pra dizermos aquilo a que viemos dizer. Não inventamos nada (nem temos que) e usamos os ombros de Brecht! Estamos alinhados! Viva! E lá se foi a liberdade. Fazendo escolhas, somos reféns. Não fazendo, também. Reféns de nosso tempo, de uma estética, de um gênio. Ou vários. Não discutimos fora desta perspectiva, discutimos?</p>
<p>Aí pergunto: que fazer quando oito entre dez artistas dizem as mesmas coisas, usando imagens diferentes? Van Gogh (de novo ele) é tido como marco de um rompimento. Brecht, quando ouço falarem dele, escuto algo parecido. Shakespeare, esse tem apenas duas obras originais – de tantas e tantas que permeiam tudo em nossas vidas, hoje – e, mesmo assim, diz-se que criou o humano, nos definiu. Produtos de um tempo. Eleitos. Gênios. Únicos, cada um deles? Duvi-de-o-dó. Sobreviventes na história? Certamente.</p>
<div id="attachment_1088" class="wp-caption aligncenter" style="width: 465px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/10/vampires.jpg"><img class="size-full wp-image-1088" title="vampires" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/10/vampires.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Vampiros estão e estiveram na moda. Dá pra fazer samba com uma nota só? E esse samba... será necessariamente isso ou aquilo?</p></div>
<p>E os outros? Produziram as mesmas coisas, usaram embalagens diferentes, exploraram outros detalhes, outros pontos de vista. Não sobreviveram. Mercado. A Apple domina o mercado de tablets. A Motorola resolveu pular fora. A Samsung continua tentando, sem muito sucesso. A Amazon, dizem, tem diferencial pra competir mas, ao mesmo tempo, apresenta um produto filosoficamente diferente. Mercadorias, idéias, a venda, a produção: acontecem o tempo todo.</p>
<p>Fruição é consumo. Fruição é consumo. Fruição é consumo. Fruição é consumo.</p>
<p>Fruição é consumo.</p>
<p>Fruição</p>
<p>É</p>
<p>Consumo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1086/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1086/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1086&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Arquitetura e colonização: paramos, andamos?</title>
		<link>http://caducando.wordpress.com/2011/08/23/arquitetura-e-colonizacao-paramos-andamos/</link>
		<comments>http://caducando.wordpress.com/2011/08/23/arquitetura-e-colonizacao-paramos-andamos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 03:48:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Divirto-me um bocado (aliás, pensando bem, dou a sensação que só faço me divertir) com as referências que aparecem repentinamente, num movimento aparente de desdobramento do universo; muito aparente, porque elas sempre estiveram por lá, nós é que nunca estivemos preparados pra percebê-las ou, talvez, que não demos bola pro que estava ali, na nossa&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/08/23/arquitetura-e-colonizacao-paramos-andamos/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1073&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Divirto-me um bocado (aliás, pensando bem, dou a sensação que só faço me divertir) com as referências que aparecem repentinamente, num movimento aparente de desdobramento do universo; muito aparente, porque elas sempre estiveram por lá, nós é que nunca estivemos preparados pra percebê-las ou, talvez, que não demos bola pro que estava ali, na nossa cara. Os trechos abaixo são do livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda (26ª edição, 34ª reimpressão, Companhia das Letras). Outro presente, estou lendo aos poucos e com calma, mas fiz questão de ressaltar aqui estes três trechos, que dizem respeito às maneiras que portugueses e espanhóis tratavam a América, quando aqui chegaram.</p>
<blockquote><p>P.96</p>
<p>Já à primeira vista, o próprio traçado dos centros urbanos na América espanhola denuncia o esforço determinado de vencer e retificar a fantasia caprichosa da paisagem agreste: é um ato definido da vontade humana. As ruas não se deixam modelar pela sinuosidade e pelas asperezas do solo; impõem-lues antes o acento voluntário da linha reta. O plano regular não nasce, aqui, nem ao menos de uma idéia religiosa, como a que inspirou a construção das cidades do Lácio e mais tarde a das colônias romanas, de acordo com o rito etrusco; foi simplesmente um triunfo da aspiração de ordenar e dominar o mundo conquistado. O traço retilíneo, em que se exprime a direção da vontade a um fim previsto e eleito, manifesta bem essa deliberação. E não é por acaso que ele impera decididamente em todas essas cidades espanholas, as primeiras cidades &#8220;abstratas&#8221; que edificaram europeus em nosso continente.</p>
<p>P. 102</p>
<p>É verdade que o esquema retangular não deixava de manifestar-se – no próprio Rio de Janeiro já surge um esboço – quando encontrava poucos empecilhos naturais. Seria ilusório, contudo, supor que sua presença resultasse da atração pelas formas fixas e preestabelecidas, que exprimem uma enérgica vontade construtora, quando o certo é que procedem, em sua generalidade, dos princípios racionais e estéticos de simetria que o Renascimento instaurou, inspirando-se nos ideais da Antiguidade. Seja como for, o traçado geométrico jamais pôde alcançar, entre nós, a importância que veio a ter em terras da Coroa de Castela: não raro o desenvolvimento ulterior dos centros urbanos repeliu aqui esse esquema inicial para obedecer antes às sugestões topográficas.</p>
<p>P. 110</p>
<p>A cidade que os portugueses construíram na América não é produto mental, não chega a contradizer o quadro da natureza, e sua silhueta se enlaça na linha da paisagem. Nenhum rigor, nenhum método, nenhuma previdência, sempre esse significativo abandono que exprime a palavra &#8220;desleixo&#8221; &#8211; palavra que o escritor Aubrey Bell considerou tão tipicamente portuguesa como &#8220;saudade&#8221; e que, no seu entender, implica menos falta de energia do que uma íntima convicção de que &#8220;não vale a pena&#8230;&#8221;.</p></blockquote>
<p>Queria falar das praças da Sé e Roosevelt, aqui em São Paulo, mas percebi um possível gancho: do inicio de nossa colonização até hoje, passamos de um estado em que o planejamento urbano não vale a pena para outro em que <a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/08/22/omissao-ineficiencia-e-interesse-eleitoreiro-agravaram-tragedia-na-regiao-serrana-do-rio-aponta-cpi.jhtm" target="_blank">o não planejamento vale, e vale muito.</a> É, estamos involuindo. Ou simplesmente não saímos do lugar.</p>
<p>Não acredita? Veja esse <a href="http://noticias.uol.com.br/album/110721rioxjapao_album.jhtm#fotoNav=5" target="_blank">comparativo</a> da reconstrução do Rio e a do Japão, pós-catástrofes.</p>
<p>(ah, e como cheguei a isso: o referido livro, depois de aulas de arte e escrever <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/07/24/nao-sobre-o-que-e-arte-afinal/" target="_blank">um texto</a> em que a definição de arte simplesmente não surgiu naturalmente)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1073/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1073&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Adendos a &#8220;Não sobre o que é arte, afinal?&#8221; e uma reclamação</title>
		<link>http://caducando.wordpress.com/2011/08/15/adendos-a-nao-sobre-o-que-e-arte-afinal-e-uma-reclamacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 23:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevi há pouco tempo um pequeno texto sobre arte, sem de fato ser capaz de uma definição final &#8211; espero, realmente, tê-lo deixado suficientemente aberto pra que definições ou, quem sabe, sensações sejam apresentadas num futuro não muito distante, por quem passar por mim e, por favor, por quem passar por aqui (sim, isso é&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/08/15/adendos-a-nao-sobre-o-que-e-arte-afinal-e-uma-reclamacao/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1067&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi há pouco tempo um pequeno texto sobre arte, sem de fato ser capaz de uma definição final &#8211; espero, realmente, tê-lo deixado suficientemente aberto pra que definições ou, quem sabe, sensações sejam apresentadas num futuro não muito distante, por quem passar por mim e, por favor, por quem passar por aqui (sim, isso é um convite e a mídia, cola prática: façamos uso dela) -.</p>
<p>Antes de falar efetivamente de arte, aliás, deixo aqui registrado que a colaboração, a discussão aberta, a exposição (com algum aprofundamento) são itens dos quais sinto alguma falta na rede brasileira. A esmagadora maioria dos espaços colaborativos que mantemos &#8211; me corrija, pelamor &#8211; surge propositalmente superficial ou cômico, sem qualquer intenção de provocar discussão e fazer crescer o bolo, numa preliminar que, pretende-se, jamais levará a qualquer outra relação ou finalização. Dia desses participei de uma rápida discussão na rede Google +, com <a href="https://plus.google.com/115820763851080855790/posts">Ernesto Diniz</a> (e outros, vários) sobre <a href="http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/07/facebook-e-twitter-estao-criando-uma-geracao-vaidosa-e-obcecada-por-atencao-adverte-cientistas.html">matéria recente</a> em jornais que afirmava serem as redes sociais responsáveis pela criação de uma geração vaidosa e obcecada por atenção. Acho que não é necessário muito raciocínio pra perceber o jornalismo superficial que apontava pra uma suposta correlação. Posso estar enganado, mas acredito que esse é um jornalismo de tradução, de notícias prontas e já superficiais, totalmente importado e, ao menos nesse caso, despojado de qualquer senso crítico. Qualquer paralelo com a notícia (saiu na mídia há algum tempo) sobre o surgimento de um décimo terceiro signo zodiacal que eu viesse a traçar aqui não seria mera coincidência – ei, essa última notícia certamente vale um texto, não? –.</p>
<p>Como provocação, deixo pequena citação que lembra famoso bordão da Campus Party, encontrado em livro de Guy Debord, “<a href="http://www.arq.ufsc.br/esteticadaarquitetura/debord_sociedade_do_espetaculo.pdf">A Sociedade do Espetáculo</a>”:</p>
<blockquote><p>A Sociedade não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.</p></blockquote>
<h5><strong>Uma sensação a respeito da arte</strong></h5>
<p>Tive sorte, comentei sobre o novo livro de Gerald Thomas, “Nada Prova nada” e, tchananam, fui agraciado com um exemplar (obrigado, R.). <a href="http://geraldthomasblog.wordpress.com/2009/09/08/tudo-a-declarar-%E2%80%93-%E2%80%9Cit%E2%80%99s-a-long-goodbye%E2%80%9D/">Um dos textos</a>, dos últimos do livro, chamou minha atenção de maneira especial, por conta do que, ou de como – não sei dizer o modo que provocou meu interesse – a entrada foi escrita. Fica a dica.</p>
<p><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/08/nadaprovanada.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="nadaprovanada" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/08/nadaprovanada_thumb.jpg?w=353&#038;h=521" alt="nadaprovanada" width="353" height="521" border="0" /></a></p>
<p>De dica em dica, fica outra, de livro que tropecei sem querer essa semana: <a href="http://www.edicoes70.pt/site/node/332">A definição da Arte</a>, de Umberto Eco. Com tempo e dinheiro, definitivamente algo pra se ler.</p>
<p>Aliás, de algo pra se ler pra algo pra se ver, encontrei um livro bem interessante sobre livros de rascunho de artistas diversos. Eu mesmo sou bastante desorganizado em meus processos, costumo concentrar informação demais em meios eletrônicos, num procedimento digitalmente limitado que eu bem gostaria de trazer para um nível mais artesanal. Fica (outr)a dica.</p>
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<p>E, pra finalizar voltando ao pousté anterior, <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/07/24/nao-sobre-o-que-e-arte-afinal/">Não sobre o que é arte, afinal?</a>, uma nota extraída do livro <a href="http://www.albertopucheu.com.br/pdf/resenhas/sobre_profanacoes.pdf">Profanações</a>, de Agamben:</p>
<blockquote><p>A separação dá-se também e sobretudo na esfera do corpo, como repressão e separação de determinadas funções fisiológicas. Uma delas é a defecação, que, em nossa sociedade, e isolada e escondida através de uma série de dispositivos e de proibições (que têm a ver tanto com os comportamentos quanto com a linguagem). O que poderia querer dizer: profanar a defecação? Certamente não encontrar nisso uma pretensa naturalidade, nem simplesmente desfrutá-lo como forma de transgressão perversa (o que, aliás, é melhor do que nada). Trata-se, sim, de alcançar arqueologicamente a defecação como campo de tensões polares entra natureza e cultura, privado e público, singular e comum. Ou melhor, trata-se de aprender um novo uso das fezes, assim como as crianças estavam tentando fazer a seu modo antes que interviessem a repressão e a separação. As formas desse uso só poderão ser inventadas de maneira coletiva. Como observou certa vez Italo Calvino, também as fezes são uma produção humana como as outras, só que delas nunca se fez uma história. Por esse motivo, qualquer tentativa individual de profaná-las pode ter apenas valor de paródia, a exemplo da cena da defecação em volta de uma mesa de jantar no filme de Buñuel.</p>
<p>As fezes – é claro – aparecem aqui apenas como símbolo do que foi separado e pode ser restituído ao uso comum. (&#8230;)</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1067/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1067&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Não sobre o que é arte, afinal?</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 22:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@caducotavio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tripudio sobre bases que não tenho pra falar de arte. Não sou o primeiro e tampouco serei o último a arriscar. Periculum dicendi non recuso, exponho-me ao risco de falar: só assim esse espaço existe. Demorei, aliás, bastante, para compor este que, desejava eu, fosse uma resposta a um texto no Amálgama, O que é&#160;&#8230; <a href="http://caducando.wordpress.com/2011/07/24/nao-sobre-o-que-e-arte-afinal/">Leia mais</a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1024&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tripudio sobre bases que não tenho pra falar de arte. Não sou o primeiro e tampouco serei o último a arriscar. <em>Periculum dicendi non recuso</em>, exponho-me ao risco de falar: só assim esse espaço existe. Demorei, aliás, bastante, para compor este que, desejava eu, fosse uma resposta a um texto no Amálgama, <a href="http://www.amalgama.blog.br/08/2008/o-que-e-arte-afinal/" target="_blank">O que é arte, afinal?</a>, escrito num passado já remoto (agosto de 2008). O que entendo por arte não é necessariamente o inverso do que a autora acredita, de maneira pura e simples, não: há discordâncias (isso sim é simples). Ela tem sua opinião e é taxativa a respeito. Que seja: eu tenho a minha e me permito este espaço. Se quiser pular minhas elucubrações, fique à vontade. Estar aqui é, deve ser opcional.</p>
<p><strong>Conceito e contexto &#8211; o que é arte, afinal?<br />
</strong></p>
<p>A arte traz consigo algum conceito. O conceito é dependente de contexto. Há, aí, um mecanismo que se auto-sustenta: alimentação e retroalimentação. O contexto determina o conceito que, por sua vez, determina, modifica o contexto &#8212; simplifiquei &#8211;. Não precisa ser óbvio, não tem que. Tento um exemplo: a arte clássica, dos gregos. Embutida nas obras – e por obras, quero dizer esculturas e também sua arquitetura –, há idéias que refletem as relações deste povo com seus ritos e fazeres e, ao mesmo tempo, reforçam estas relações. Isso já acontecia com os egípicios e tornaria a acontecer novamente durante o império romano. São exemplos pequenos. Este tipo de relação existiu e hoje, ainda, existe.</p>
<div id="attachment_1021" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://caducando.files.wordpress.com/2011/07/afonte.jpg"><img class="size-full wp-image-1021 " title="afonte.jpg" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/07/afonte.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Marcel Duchamp, A Fonte</p></div>
<p>A importância de falar em contexto e conceito reside no fato de que hoje &#8211; aliás, desde quase 100 anos atrás &#8211; o fazer artístico pôde se desconectar do eixo ligado à habilidade física do artista e se pendurar na idéia desenvolvida para a obra, desenvolvida nela. A marca mais popular deste acontecimento é, parece, A Fonte, de <a href="http://notrombone.wordpress.com/2007/07/01/a-influencia-de-marcel-duchamp-na-arte-contemporanea/" target="_blank">Marcel Duchamp</a>.</p>
<p>Os artistas começaram a brincar com nossa percepção e nossa cultura. Picasso nos forçava a mudar nossos hábitos, a fim de experimentar suas obras. Os<em> <a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&amp;cd_verbete=5370" target="_blank">ready-mades</a></em> de Duchamp, o que são? Como poderiam ser obras de arte? Entretanto, eram, são obras de arte. Nos proporcionam uma experiência (e não, não acabei por definir arte – não creio ser capaz de escrever essa definição, não).</p>
<p>Outros artistas propuseram experiências diversas. Quem participou do Dada, bem, estes sequer se consideravam artistas ou parte de um movimento artístico: negavam tudo. Apareceram pra negar principalmente nossa racionalidade, que nos levou à cifra de mais de 16 milhões de mortos, fatalidades da primeira guerra mundial; a mesma racionalidade que criava armas potentes – este conflito, como poucos na história humana até então, foi marcado pelo fato de que a esmagadora maioria das mortes ter sido causada por armas, e não por doenças – era também capaz de criar obras de arte sublimes. Contexto. Já de cara me pergunto: de que adiantaria prosseguir com uma <a href="http://lrsr1.blogspot.com/2011/05/serao-todas-as-artes-representativas.html">arte representativa</a>, como aquela tão festejada e adorada, praticada pelos pintores e escultores denominados <a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=215">renascentistas</a>, depois da invenção e popularização da fotografia? Mas fujo disso e cito os <a href="http://worldartnow.blogspot.com/2007/06/o-novo-realismo.html">novos realistas</a>, que nos provocavam, levando a “novas maneiras de perceber o real”. Afinal, quando um carro é apenas um carro?</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 279px"><a href="http://www.centrepompidou.fr/education/ressources/ENS-newrea-EN/ENS-newrea-EN.htm#recycling"><img class="size-full wp-image-1023 " title="Cesar-XL.jpg" src="http://caducando.files.wordpress.com/2011/07/cesar-xl.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">César, Ricard, 153 x 73 x 65 cm</p></div>
<p>E quando um conjunto de tijolos não é apenas um conjunto de tijolos? Contexto. Uma obra simples, mas que convém, aqui, é <a href="http://www.tate.org.uk/modern/exhibitions/unileverseries2010/">Sementes de Girassol</a>, de <a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/artesplasticas/ai-wei-wei-sementes-623910.shtml">Ai Weiwei</a>. Seu trabalho, como pode ser acompanhado nos links anteriores, tem forte conotação política (não é apenas isso, mas isso e muito, muito mais). Weiwei realiza obras que são muito mais que uma experiência imediata e imediatista, ele provoca. Não há motivo para que o entendimento seja imediato. A experiência, qualquer experiência mais profunda nos consome, no mínimo, tempo.</p>
<p>É fácil, muito fácil declarar questões de gosto. É mais fácil ainda sentir-se enganado por algo não compreendido – ora, é uma explicação, melhor que se sentir ignorante, não? –, mas determinar o que é arte? Determinar o que é arte?, quando existe uma pletora de conceitos e justificativas para tantos movimentos artísticos diferentes, desconsiderando-os em favor de questões de gosto?</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://caducando.wordpress.com/2011/07/24/nao-sobre-o-que-e-arte-afinal/"><img src="http://img.youtube.com/vi/m7UcuYiaDJ0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Arte é o contrário do repetitivo? Que nos diria Andy Warhol, ícone da pop art? Ou Yves Klein? Arte é o contrário do grotesco? Novamente, Warhol pode ser citado, se pensarmos em seu <a href="http://cartasdocoringa.blogspot.com/2010/03/warhol-agonia-e-o-grito-colorido-de-uma.html">período laranja</a>.</p>
<p>Não, caros, sua sensibilidade não precisa se amoldar rapidamente. Você não precisa tornar-se especialista em arte. Mas se permitir fruir, desfrutar de uma obra sem desenvolver preconceitos apressados (pra isso você teria pressa, é?), ah, abrir-se pro novo e diferente? Eu não sei definir o que é arte, mas sei que ela não está aí pra que nos fechemos para o mundo, como algumas pessoas tendem a sugerir que façamos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/caducando.wordpress.com/1024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/caducando.wordpress.com/1024/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=caducando.wordpress.com&amp;blog=1997272&amp;post=1024&amp;subd=caducando&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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