O Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas

Pronto, finalmente. Assisti à Tropa de Elite, pra satisfazer todo mundo que, de repente, tem referências mil. Meu comentário sobre o filme?

“Sensacional, sensacional!”

Assistir filme brasileiro sobre os coitadinhos do nordeste já não me move mais; todo mundo faz, fez ou fará um filme com essa temática. Cansa. Ou não, mas o prisma usado é sempre o mesmo, sempre os mesmos ângulos, as mesmas crises, mesmas tristezas. Dá pra fazer mais que isso, com certeza. Tá, tô dizendo isso pra elogiar a construção hollywoodiana de Tropa de Elite ou, melhor dizendo, o fato de darem um olhar diferente do que tamos mal-acostumados no cinema nacional.

Pouco importa, isso é assunto pra outro pousté.

Comecei falando do Tropa de Elite porque eu não esperava que o filme tivesse o nível de violência que tem; as cenas, sem querer, me fizeram pensar em Batman e aí chego no pousté de hoje. Vambora.  A primeira referência que passou pela minha cuca foi, desnecessário dizer, O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada pelo Frank Miller, minha estória favorita do Batman (em todos os tempos, desculpaí).

Capa da HQ O Cavaleiro das Trevas

O Cavaleiro das Trevas foi lançada no meio da década de 80 e é um marco na história dos quadrinhos, elevando as HQs a outro status, aproximando-as do público adulto não-nerd (porque os nerds não tem idade). A revista é um marco por ter mostrado um Batman muito humano, completamente obsessivo – não necessariamente bonzinho; existe um outro tanto de contribuição narrativa e estilística que Miller conseguiu realizar nessa obra mas essa não é essa a motivação pra este pousté.

O fato é: o Batman retratado nesta revista é um dos mais violentos até então, se não o mais violento de todos. Minha cena preferida do Batman em todos os tempos está lá. Como posso narrar, vejamos…

Um garoto é seqüestrado por uma facção criminosa denominada Mutantes – boa provocação pra Editora Marvel e seus X-Men, não? -. Em mais uma aparição quase demoníaca, Batman invade o cativeiro e salva a criança, ferrando (o linguajar se faz necessário, sim, eu me empolguei) com os seqüestradores. Aliás, notem: os danadinhos estavam usando armas a que somente o exército deveria ter acesso (qualquer semelhança com nosso crime organizado é mera coincidência ou predição). Quadro negro, caixas de diálogo entre duas pessoas: uma voz que poderia ser qualquer – mas não é, ta cheinha de sarcasmo – e outra voz, abatida, estremecida.

Há uma tentativa de negociação. O quadro continua negro. Ameaças. A voz trêmula continua a barganhar.

-Você quer barganhar? Deixa eu te explicar a situação, animal… você não está em posição de barganhar…

O quadro deixa de ser negro: parece listrado com pequenas coisas ao longe. A cena vai se abrindo e percebemos que as listras negras eram na verdade dedos e… as coisinhas pequenas era a cidade, muito lá embaixo. Batman subira um enorme edifício carregando o marginal e dependurou-se com ele num gárgula, de cabeça pra baixo. No quadro seguinte o cavaleiro das trevas dá risada, todo satisfeito: -“Os gritos, a informação… valeu muito a pena.”

Ok, fiz uma adaptação livre da cena (emprestei minha edição antiga pro Gabriel e ele nunca a devolveu. Tenho outra, novinha em folha e lacrada, em minha antiga casa mas… quem disse que pretendo abrir?) só pra dizer que existe outra adaptação a esta cena em Batman Begins – cena e violência que eu não esperava encontrar também neste filme, diga-se de passagem. Enfim, sou fã, gostei muito do filme, bola pra frente.

Batman Begins termina com um gancho para a aparição do Coringa, que já esteve em Batman, dirigido por Tim Burton. Neste filme, de 1989, o Coringa foi interpretado por ninguém menos que Jack Nicholson. Como vilão, desculpem a brincadeira, o cara roubou o filme. Como faz parte da minha infância, tenho saudades do filme, então não falo mal. Houve um zum-zum-zum danado dos fãs quando ficaram sabendo que o vilão seria interpretado dessa vez pelo brokebacker Heath Ledger. O espanto, até agora, tem se mostrado à toa – e chegamos finalmente à motivação deste pousté: o novo Coringa.

Tive que escrever sobre, depois que vi um pousté com a foto que saiu na revista Empire. Pelamor, me obriguei a procurar informações. Acabei caindo em mais motivações pra escrever esse, porque a galera de marketing da DC Comics (na verdade da Warner) está sendo mais que brilhante.

O Coringa na capa da Empire Magazine

Melhor explicar.

A única coisa que colocaram na página do filme novo, Batman: The Dark Knight foi um link para uma campanha que deve existir no filme, para tornar Harvey Dent promotor público. O grande barato é que existe uma campanha alternativa, como se fizéssemos parte do universo do filme e o Coringa estivesse por aí, sacaneando.

 Clicou?

Não? Faça.

 Page not found, certo? Mais ou menos. Eu não sei qual o jeito certo de fazer isso pra todos os browsers, portanto dê um jeito e faça a seleção de todo o texto, de uma única vez (no meu Internet Explorer 7, Ctrl+A resolve isso). Bacana não? A brincadeira continua: copie esse texto selecionado pro Word e peça a substituição no texto inteiro de “ha” por espaço. A quantidade de pequenas brincadeiras pode ser muito maior; o pouco que eu coloquei aqui veio do Online Marketing Blog que chupinhei sem dó. Marketing viral, legal.

o Cavaleiro das Trevas

Esse tipo de sacada gera discussão espontânea que pode se desenrolar até o lançamento do filme. Este post foi escrito em cima disso, aliás. Besteirinhas que rendem e deixam eu falar de assuntos que eu estou a fim e não requerem que eu leia alguma outra coisa antes, ou converse com alguém. É, sou lento; e fiz o serviço.

 Vale dizer que na entrevista dada à revista Empire, Ledger foi claro: este Coringa que lhes apresento é um sociopata de sangue gelado, um palhaço assassino sanguinolento. Batmaníacos, nerds de plantão, adoradores de vilões: acho que vocês podem relaxar.

Pra finalizar, outra sacada: alguém precisa contratar um palhaço pra animar sua festa?

Comments
One Response to “O Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas”
  1. mi disse:

    pena que ele faleceu !!!

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