Resenha – A Invenção do Ar

Estes pensamentos, meu caro amigo, são muitos deles crus e apressados, e se eu estivesse meramente ambicioso de adquirir alguma reputação em filosofia, deveria guardá-los comigo, até que sejam corrigidos e melhorados pelo tempo e pela experiência. Mas como mesmo indicações sucintas e experimentos imperfeitos em qualquer novo ramo da ciência, sendo comunicados, têm freqüentemente um bom efeito, tornando-se a ocasião de discussões mais exatas (como observei antes) e descobertas mais completas, sinta-se livre para comunicar este artigo a quem desejar, sendo de mais importância que o conhecimento cresça do que vir este seu amigo a ser considerado um filósofo preciso.”

(Joseph Priestley, em carta a Peter Collinson)

Livros de divulgação científica, em geral, procuram se aferrar aos desenvolvimentos das ideias filosóficas e científicas sobre as quais se propõe falar; as vidas de cientistas e pesquisadores são temas tangenciais neste tipo de literatura, meras curiosidades. Os personagens, causadores, são expostos meramente por suas contribuições científicas. Em A invenção do ar, Steven Berlin Johnson enfatiza as circunstâncias em que ocorreram tantas das ideias e descobertas de um pouco conhecido – pra nós, especialmente, brasileiros – Joseph Priestley.

Priestley nasceu no meio do século XVIII e, desde pequenino, brincava com ares de quem experimenta. Da brincadeira ao mais sério amadorismo, passaram-se pouco mais de 30 anos: Priestley viria a conhecer um grupo de pessoas apelidado por Benjamin Franklin – que não é o descobridor da eletricidade, apesar de todas as descobertas por ele realizadas neste ramo das ciências naturais – de “Clube dos Whigs Honestos”. Estes livres-pensadores não eram necessariamente acadêmicos e tampouco representavam uma única área de conhecimento. Com todo esse informalismo academicista, não deveria gerar qualquer espanto que muitos dos participantes do clube fossem teólogos – o que inclui o próprio Priestley, ele mesmo pastor protestante.

[Leia esta resenha completa no Amálgama]

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