A democratização da mágica

[Este texto também foi publicado no Ocus Blogus]

Falarei em democratização. Não trato neste de qualquer movimento político, é bom que se saiba. A idéia é falar sobre popularização, divulgação, permitir o acesso a universos diferentes. É um assunto importante pra mim porque ponto filosófico: como mudar a cultura de um povo? Como expandi-la, colocá-lo em contato com novos assombros? Se você quiser ler apenas sobre mágica, pula direto pra seção Sobre a Mágica; quem quiser o tour completo, bem… “sigam-me os bons!”

Começo pela experiência própria.

Sobre as leituras

Mal aprendera a ler, me enfiei no universo dos gibis. Disney e Turma da Mônica passaram, rapidamente, a fazer parte de meu cotidiano. Alguns anos depois –  talvez quatro ou cinco –, tomei gosto pelo universo dos heróis ou, melhor dizendo, dos super-heróis: lia Thor, Super-Homem, Capitão América, Batman e mais um bocado de personagens obscuros. Livros, lia aqueles indicados na sala de aula: textos de Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, etc. (isso ainda no primário); ainda jovem, cai sobre livros de bolso de Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas, Arquivo X.

Sobre a TV e os filmes

A TV prende. Quando muito, muito menino, gostava de desenhos como Speed Racer, Piratas do Espaço, He-Man. Séries? Assisti aquela do Homem-Aranha, do Batman gordo, Jornada nas Estrelas (a série clássica e a Nova Geração, que começou quando eu ainda tinha lá meus 10, 12 anos), Punky – a levada da Breca –, Super Vicky, Alf – O E. Teimoso –, Chaves, A Super Máquina, Automan… Novela? Vi também. Lembro de Roque Santeiro, Vereda Tropical, Ti Ti Ti, Que Rei Sou Eu, Fera Ferida. Filmes? Assistia a Banana Joe, Os Trapalhões, aquele filme do Capitão América motoqueiro, entre tantos outros.

Hoje

Sobre livros e quadrinhos? Quis ler O senhor dos anéis ainda na década de 1990 – só encontrava edições lusitanas – mas acabei com O mundo assombrado pelos demônios no colo. Daí pra frente, mistura total: leio Shakespeare, Saramago, Eco, Nelson Rodrigues, Pessoa, Nietzsche, García Márquez, entre outros (e, claro, mas não tão orgulhoso quanto outros por aí, Tolkien). Assisto Seinfeld, Von Trier, Chaplin, Kubrick, Allen, Tarkovsky, Kurosawa, Spielberg, Eastwood.

Comecei por algum lugar. Pra chegar a esses autores todos, tão diferentes e com tais qualidades, fui antes apresentado à Ruth Rocha e seu O reizinho mandão e Procurando firme e ao Luiz Antonio Aguiar e seu O Poderoso Zé. Um processo que algumas pessoas chamariam de educação e outras de democratização. Ambas acabam por dizer exatamente a mesma coisa: é preciso formar público. Pouquíssimas serão aqueles, hoje, que se tornarão apaixonados por livros tendo como primeira experiência de leitura o Ulisses de James Joyce ou A Jangada de pedra de José Saramago. Não é, nem de longe, uma discussão sobre a qualidade literária destas obras; trata-se, creio, de uma questão de tradução (falei en passant sobre o assunto quando escrevi sobre o Sherlock Holmes de Guy Ritchie, aqui).

Sobre a formação de público, que temos? Se a discussão for literária, encontraremos um bocado de gente que acha perda de tempo ler os livros da série Harry Potter, Crepúsculo ou qualquer coisa do Dan Brown. Até concordo, mas me lembro bem que a leitura do cânone brasileiro durante a adolescência não me levou, por si só, a leitura de bons livros (uma relação causal duvidosa, diga-se de passagem). Se li bons livros porque fui apresentado, antes de mais nada, aos livros.

Sobre a mágica

 

Quando caímos nesse mundinho artístico, tudo tem tendência a ganhar ares subjetivos. Todo mundo sabe alguma coisa, pode dar pitaco. E, em princípio, pode mesmo; deve, até. Não sendo ciência exata, dá pra se discutir muito, chegar a formas e filosofias diferentes, sem que se chegue a um consenso final. É assim com o teatro, é assim com o cinema; caramba, é assim com a história, a psicologia.

Família Soprano: não é pra qualquer um

Na psicologia e na história, há idéias que perduram por mais tempo, porque soam melhor; idéias que muitas vezes são excludentes, mas que arrebanham seguidores de um e outro lado. No problemo, você escolhe seu analista e tá, tudo bem. Muitas vezes o paciente nem sabe qual o método do analista, pra ele pode bem soar como um bate-papo e nada mais (saudades de assistir Família Soprano). Agora, se não chegaram num consenso sobre psicologia, porque cargas d’água haveria de se chegar a um consenso sobre o que é mágica e como ser mágico?

O conhecimento pode ser mágico, se outras pessoas não o têm

(Senhorita Level pra Tiffany, em Um chapéu cheio de estrelas, de Terry Pratchett)

Fazer mágica é como cozinhar. Explico: na cozinha, assim como na mágica, temos uma quantidade de elementos X: panelas deste ou daquele tipo, 30 tipos de facas pra tarefas específicas, peneiras, abridores e, claro, o arroz, o feijão, a batata, o alecrim, o alho, a cebola e ingredientes e ingredientes – a comida é tão importante que foi dos principais motores das grandes navegações, no séculos XV e XVI –. Chega de digressões.

E cozinhar pode ser como fazer mágica, nem adianta resmungar. Cada um trata os diferentes elementos da comida de uma maneira, cozinha de um jeito – por preferência ou porque não tem aquela panela específica e precisou ser criativo pra chegar ao resultado desejado, por qualquer razão que seja – e, olha só: cada cozinheiro chega a um resultado diferente. Pra quem cozinha e não chega a resultado tão satisfatório quanto aos obtidos por um Alex Atala, considerá-lo mágico é tarefa das mais fáceis. Aliás, freqüentemente se usa a palavra “mago” como referência a alguém muito bom em seu campo. Coincidência?

Um dos principais elementos da cozinha e da mágica comercial é a apresentação. Aliás, é dos principais elementos no comércio e na vida: existe fulano e a imagem que fazem de fulano, que podem não ter qualquer relação. Sua imagem é o que seu cliente vê, é o que o entrevistador do RH vê, é o que sua namorada vê; e você não tem apenas uma imagem, tem várias: o cliente, o entrevistador e a namorada não te vêem igual, muito provavelmente. Os americanos entendem essa relação de imagem no show business melhor que ninguém (o que só ajuda a explicar o fato de serem os maiores produtores de entretenimento no mundo).

Porque podemos começar a comer pelos olhos...

Aí, basterds, eu volto à entrada que a Bianca colocou no ar há uns dias, sobre o caso da mágica em CSI: NY. O investigador vai lá, faz surgir uma flor de verdade a partir de uma criação sua de papel e depois explica: uma vez que saiba fazer o truque, todo o resto fica por conta da apresentação. Tá, a tradução foi livre; principalmente se considerarmos que o termo usado pelo detetive não foi apresentação e sim showmanship, que é um conceito muito pessoal porque envolve estilo, carisma e, claro, técnica. Cada mágico – amador ou profissional – tem que fazer sua própria mágica, o que não significa necessariamente criar um número inteiramente novo e sim encontrar seu jeito próprio de apresentar um número. Como o Atala e seu feijão fabuloso (não abriu o link, né? Volta lá e lê). Ter os mesmos ingredientes à disposição não é garantia de que o rango de dois cozinheiros diferentes será idêntico; nem de que aquele número de mágica só é bom quando executado do jeitinho que foi pelo criador, num passado remoto. Rá!

Imagem, imagem, onde quero chegar? Dois pontos: apresentação e democratização. A imagem que o brasileiro tem da mágica ainda é a de que ela é coisa de festa infantil e circo. Nada contra circo, nada, mas a mágica pode estar presente em muitos outros lugares: na festa de aniversário do vovô, na televisão, no lançamento do livro, na praia, na inauguração da empresa, no teatro, na sala de aula, na casa de espetáculos, no carro com a criançada, no planetário, na rua, no bar, atrás da moita. Em cada espaço pode ser apresentada com uma roupagem diferente, apropriada pro público alvo e adaptada a uma realidade diferente. Pode ser usada pra entreter ou, ainda, como ferramenta em argumentação ou treinamento.

Como o grande público pode aprender o potencial do ilusionismo? O mercado da mágica brasileira faz questão de ser mais fechado que pote de palmito, acontecendo entre amigos e quase nunca com visibilidade. Pra ganhar espaço na vida e na cultura de nosso povo, é preciso que exista um cenário visível, com gente atuante em todos os níveis. Fenômeno recente que serve de exemplo é a explosão do stand up, por aqui; hoje ele tem um cenário muito bem estabelecido e há apresentações por todo o país, inclusive com presença marcante na mídia de massa. A galera tá soltando a franga na reunião de família, no encontro com a galera da facul no boteco, fazendo brincadeirinhas pra conquistar uma gata. Humor qualquer um pode fazer, mágica não? Ah, formemos público, bons mágicos e, pelamor, magos, chega de chatice.

Um chapéu cheio de estrelas: longe do cânone, mas divertido pacas...

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Falarei em democratização. Não trato neste de qualquer movimento político, é bom que se saiba. A idéia é falar sobre popularização, divulgação, permitir o acesso a universos diferentes. É um assunto importante pra mim porque ponto filosófico: como mudar a cultura de um povo? Como expandi-la, colocá-lo em contato com novos assombros? Se você quiser ler apenas sobre mágica, pula direto pra seção Sobre a Mágica; quem quiser o tour completo, bem… “sigam-me os bons!”

 

Começo pela experiência própria.

 

Sobre as leituras

 

Mal aprendera a ler, me enfiei no universo dos gibis. Disney e Turma da Mônica passaram, rapidamente, a fazer parte de meu cotidiano. Alguns anos depois –  talvez quatro ou cinco –, tomei gosto pelo universo dos heróis ou, melhor dizendo, dos super-heróis: lia Thor, Super-Homem, Capitão América, Batman e mais um bocado de personagens obscuros. Livros, lia aqueles indicados na sala de aula: textos de Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, etc. (isso ainda no primário); ainda jovem, cai sobre livros de bolso de Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas, Arquivo X.

 

Sobre a TV e os filmes

 

A TV prende. Quando muito, muito menino, gostava de desenhos como Speed Racer, Piratas do Espaço, He-Man. Séries? Assisti aquela do Homem-Aranha, do Batman gordo, Jornada nas Estrelas (a série clássica e a Nova Geração, que começou quando eu ainda tinha lá meus 10, 12 anos), Punky – a levada da Breca –, Super Vicky, Alf – O E. Teimoso –, Chaves, A Super Máquina, Automan… Novela? Vi também. Lembro de Roque Santeiro, Vereda Tropical, Ti Ti Ti, Que Rei Sou Eu, Fera Ferida. Filmes? Assistia a Banana Joe, Os Trapalhões, aquele filme do Capitão América motoqueiro, entre tantos outros.

 

Hoje

 

Sobre livros e quadrinhos? Quis ler O senhor dos anéis ainda na década de 1990 – só encontrava edições lusitanas – mas acabei com O mundo assombrado pelos demônios no colo. Daí pra frente, mistura total: leio Shakespeare, Saramago, Eco, Nelson Rodrigues, Pessoa, Nietzsche, García Márquez, entre outros (e, claro, mas não tão orgulhoso quanto outros por aí, Tolkien). Assisto Seinfeld, Von Trier, Chaplin, Kubrick, Allen, Tarkovsky, Kurosawa, Spielberg, Eastwood.

 

Comecei por algum lugar. Pra chegar a esses autores todos, tão diferentes e com tais qualidades, fui antes apresentado à Ruth Rocha e seu O reizinho mandão e Procurando firme e ao Luiz Antonio Aguiar e seu O Poderoso Zé. Um processo que algumas pessoas chamariam de educação e outras de democratização. Ambas acabam por dizer exatamente a mesma coisa: é preciso formar público. Pouquíssimas serão aqueles, hoje, que se tornarão apaixonados por livros tendo como primeira experiência de leitura o Ulisses de James Joyce ou A Jangada de pedra de José Saramago. Não é, nem de longe, uma discussão sobre a qualidade literária destas obras; trata-se, creio, de uma questão de tradução (falei en passant sobre o assunto quando escrevi sobre o Sherlock Holmes de Guy Ritchie, aqui).

 

Sobre a formação de público, que temos? Se a discussão for literária, encontraremos um bocado de gente que acha perda de tempo ler os livros da série Harry Potter, Crepúsculo ou qualquer coisa do Dan Brown. Até concordo, mas me lembro bem que a leitura do cânone brasileiro durante a adolescência não me levou, por si só, a leitura de bons livros (uma relação causal duvidosa, diga-se de passagem). Se li bons livros porque fui apresentado, antes de mais nada, aos livros.

 

Sobre a mágica

 

Quando caímos nesse mundinho artístico, tudo tem tendência a ganhar ares subjetivos. Todo mundo sabe alguma coisa, pode dar pitaco. E, em princípio, pode mesmo; deve, até. Não sendo ciência exata, dá pra se discutir muito, chegar a formas e filosofias diferentes, sem que se chegue a um consenso final. É assim com o teatro, é assim com o cinema; caramba, é assim com a história, a psicologia.

 

Na psicologia e na história, há idéias que perduram por mais tempo, porque soam melhor; idéias que muitas vezes são excludentes, mas que arrebanham seguidores de um e outro lado. No problemo, você escolhe seu analista e tá, tudo bem. Muitas vezes o paciente nem sabe qual o método do analista, pra ele pode bem soar como um bate-papo e nada mais (saudades de assistir Família Soprano). Agora, se não chegaram num consenso sobre psicologia, porque cargas d’água haveria de se chegar a um consenso sobre o que é mágica e como ser mágico?

 

O conhecimento pode ser mágico, se outras pessoas não o têm

(Senhorita Level pra Tiffany, em Um Chapéu Cheio de Estrelas, de Terry Pratchett)

 

Fazer mágica é como cozinhar. Explico: na cozinha, assim como na mágica, temos uma quantidade de elementos X: panelas deste ou daquele tipo, 30 tipos de facas pra tarefas específicas, peneiras, abridores e, claro, o arroz, o feijão, a batata, o alecrim, o alho, a cebola e ingredientes e ingredientes – a comida é tão importante que foi dos principais motores das grandes navegações, no séculos XV e XVI –. Chega de digressões.

 

E cozinhar pode ser como fazer mágica, nem adianta resmungar. Cada um trata os diferentes elementos da comida de uma maneira, cozinha de um jeito – por preferência ou porque não tem aquela panela específica e precisou ser criativo pra chegar ao resultado desejado, por qualquer razão que seja – e, olha só: cada cozinheiro chega a um resultado diferente. Pra quem cozinha e não chega a resultado tão satisfatório quanto aos obtidos por um Alex Atala, considerá-lo mágico é tarefa das mais fáceis. Aliás, freqüentemente se usa a palavra “mago” como referência a alguém muito bom em seu campo. Coincidência?

 

Um dos principais elementos da cozinha e da mágica comercial é a apresentação. Aliás, é dos principais elementos no comércio e na vida: existe fulano e a imagem que fazem de fulano, que podem não ter qualquer relação. Sua imagem é o que seu cliente vê, é o que o entrevistador do RH vê, é o que sua namorada vê; e você não tem apenas uma imagem, tem várias: o cliente, o entrevistador e a namorada não te vêem igual, muito provavelmente. Os americanos entendem essa relação de imagem no show business melhor que ninguém (o que só ajuda a explicar o fato de serem os maiores produtores de entretenimento no mundo).

 

, basterds, eu volto à entrada que a Bianca colocou no ar há uns dias, sobre o caso da mágica em CSI: NY. O investigador vai lá, faz surgir uma flor de verdade a partir de uma criação sua de papel e depois explica: uma vez que saiba fazer o truque, todo o resto fica por conta da apresentação. Tá, a tradução foi livre; principalmente se considerarmos que o termo usado pelo detetive não foi apresentação e sim showmanship, que é um conceito muito pessoal porque envolve estilo, carisma e, claro, técnica. Cada mágico – amador ou profissional – tem que fazer sua própria mágica, o que não significa necessariamente criar um número inteiramente novo e sim encontrar seu jeito próprio de apresentar um número. Como o Atala e seu feijão fabuloso (não abriu o link, né? Volta lá e lê). Ter os mesmos ingredientes à disposição não é garantia de que o rango de dois cozinheiros diferentes será idêntico; nem de que aquele número de mágica só é bom quando executado do jeitinho que foi pelo criador, num passado remoto. Rá!

 

 

Imagem, imagem, onde quero chegar? Dois pontos: apresentação e democratização. A imagem que o brasileiro tem da mágica ainda é a de que ela é coisa de festa infantil e circo. Nada contra circo, nada, mas a mágica pode estar presente em muitos outros lugares: na festa de aniversário do vovô, na televisão, no lançamento do livro, na praia, na inauguração da empresa, no teatro, na sala de aula, na casa de espetáculos, no carro com a criançada, no planetário, na rua, no bar, atrás da moita. Em cada espaço pode ser apresentada com uma roupagem diferente, apropriada pro público alvo e adaptada a uma realidade diferente. Pode ser usada pra entreter ou, ainda, como ferramenta em argumentação ou treinamento.

 

Como o grande público pode aprender o potencial do ilusionismo? O mercado da mágica brasileira faz questão de ser mais fechado que pote de palmito, acontecendo entre amigos e quase nunca com visibilidade. Pra ganhar espaço na vida e na cultura de nosso povo, é preciso que exista um cenário visível, com gente atuante em todos os níveis. Fenômeno recente que serve de exemplo é a explosão do stand up, por aqui; hoje ele tem um cenário muito bem estabelecido e há apresentações por todo o país, inclusive com presença marcante na mídia de massa. A galera tá soltando a franga na reunião de família, no encontro com a galera da facul no boteco, fazendo brincadeirinhas pra conquistar uma gata. Humor qualquer um pode fazer, mágica não? Ah, formemos público, bons mágicos e, pelamor, mágicos, chega de chatice.

Comments
2 Responses to “A democratização da mágica”
  1. Vanessa disse:

    Eu tenho uma relação estranha com a mágica, e não pq eu pense que é coisa de criança. É que ela, na minha concepção de feitos, pertence ao mundo da fantasia…Daí que já quero desfazê-la logo no início.
    Aliás, vejo uma mágica já imaginando o blefe.

    Oquei, ela é palpável, ela é visível, mas ainda é um truque. E explicitamente um truque. É como ver a chegada do papai-noel não acreditando em papai-noel.

    Daí que além de curiosa sou extremamente racional(chegando a ser chata até. ou penso que seja, sei lá), e não consigo me render tão facilmente…Pelo menos, não como algo prazeroso pra se ver. Pelo menos, não com a mágica.

    Nos filmes eu me entrego mais facilmente.

    Mas pensando melhor…É, deve ser isso que vc colocou mesmo: a formação de público…Devo ter encucado lá no fundo da minha mente que é coisa de criança. Só pode.

    Por outro lado, o Brasil tb tem os comics, os mangás e mesmo as animações como algo pertencente ao universo infantil, mas não visualizo dessa forma, e adoro tanto um qnto os outros.

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