Tentando falar de quadrinhos eletrônicos – um pouco de Corporação Batman

Confesso que tenho uma certa dificuldade, hoje em dia, em parar numa banca qualquer e comprar uma revista em quadrinhos, o velho gibizinho. Parece algo desfocado, como se uma granada acabasse de ter estourado e estou naquele estado meio sonso, tremido, algo assim.

Quando novo, adolescente, era viciado. Tinha até conta na banca. Deixava pequenos prejuízos. Vício puro, gostava dos importados, por causa do formato e das edições mais caprichadas. Às vezes era algo na capa, outras o tipo de papel que mudava. Enfim, curtição.

Recentemente, brincando com um iPhone, acabei por adquirir algumas edições, através do app da DC Comics. Curiosidade tanto pelo caso da nova mídia quanto pelo conteúdo: a DC acaba de reformular seu universo e, fã de Batman, resolvi sapear. E tenho sapeado.

De volta ao papel

Neste último final de semana, depois de um bom tempo sem comprar uma HQ produzida no Brasil, comprei – não tinha muita opção – Corporação Batman, edição encadernada (na verdade as cinco primeiras edições) de um título do Batman que está sendo produzida nos EUA. A revista é escrita por Grant Morrison, autor muito conceituado por aí e, bem: detestei. Acredito ter entendido a proposta do autor e, ainda assim – ou seria justamente por isso? –, achei a ideia geral, as colagens, fracas.

Bruce Wayne não é (ainda bem) Tony Stark e, pelo menos no que diz respeito ao que foi apresentado neste encadernado, Wayne se colocar como patrocinador da Corporação Batman não me pareceu interessante; deixar o personagem mais leve, entretanto, é uma via que pode trazer frutos, como aconteceu nos dois últimos Batman, dirigidos por Christopher Nolan.

Morrison teve trabalhos melhores: Asilo Arkham está entre as 5 melhores estórias que já li do personagem (e também considerada como tal pelo IGN) e Grandes Astros: Superman, uma das melhores estórias que já li para o Homem de Aço, comparável à origem do personagem como contada por John Byrne; aliás, tanto esta estória quanto a do encadernado Corporação Batman fazem uso pesado de referências do passado, mas acho que o conceito funcionou melhor com Superman. E de Extinção é outro trabalho que me deixou contente. Nele, Morrison foi acompanhado em grande parte por Frank Quitely e, por conta dos dois, corri atrás do título Batman and Robin, que começou a ser publicado em 2009 lá fora (antes do último reboot do Universo DC).

Alguns dos títulos em que Morrison e Quitely trabalharam juntos

Mas não era sobre isso que eu desejava falar, e sim sobre leitura de quadrinhos em plataformas eletrônicas. Vou deixar pra outro texto, mas que fique algo a se considerar: lançamentos ou edições especiais, compradas pelo app da DC Comics saem normalmente por cerca de R$6,00 (deixo assim porque os preços como aparecem para compra estão em dólares americanos) – mas neste caso não existe encadernação ou arco de estória: se você quiser comprar um arco inteiro terá que comprar cada uma das edições. Revistas menos visadas podem ser encontradas por cerca de R$4,00. Assim, o investimento para comprar as cinco revistas que compõem o encadernado Corporação Batman que acaba de sair é de aproximadamente R$20,00, preço superior ao da edição que acaba de ser publicada aqui. Como Morrison (ou Bruce Wayne), usei a Corporação Batman como meio para outro fim. E continuo no próximo pousté.

PS/ a imagem abaixo é apenas um aperitivo para o pousté que continuará este. Segura a peruca!

A primeira aparição do Batman! Cáspita!

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